Meu vestido de casamento e a santidade.


por Bruna Bugana

Meu sonho se tornara realidade. Eu caminhava pelo corredor da igreja e apesar de olhar as pessoas à minha volta, a única coisa que realmente prendia minha atenção era meu noivo à minha espera. Tudo estava bem e seria impossível descrever minha alegria e emoção. Porém, até chegar ali, no altar, tive de viver algo que levarei para vida toda.

Meses antes, eu estava na busca do meu vestido. Muitas noivas procuram com um ano de antecedência, mas eu estava tranquila. Havia experimentado alguns, mas, como manda o cliché, o meu foi amor à primeira vista.
Quando o experimentei pela primeira vez, ele não estava ajustado e com uns dois números de diferença.Isso não impediu que eu o escolhesse. Eu olhava para o espelho petrificada. Me sentia uma princesa e não sabia explicar o que era estar naquele vestido rendado maravilhoso. Talvez essa sensação tenha se justificado quando encontrei na loja um documento constatando que a renda fornecida para meu vestido era a mesma que era enviada ao palácio real britânico. Já pensou se sentir a Kate Middleton? Claro que foi um presente generoso, eu jamais poderia arcar com ele.
Foi aí que minha jornada começou. Meu vestido teve de ser ajustado e, com muitas provas e trabalho das excelentes costureiras, na véspera do meu casamento, ele ainda não estava totalmente pronto.

Durante aquele período de noivado, muitas vezes cheguei a conclusão de que não estava pronta. Não em relação ao noivo, disso já tinha certeza desde o início. Questionava a mim mesma: Como poderia ser idônea com tantos defeitos?
Simultaneamente, os preparativos da cerimônia me desafiavam a manter a calma e prosseguir. Havia muita pressão externa e interna.

E foi na sala de espera do atelier que Deus me ensinou algo. Assim como meu vestido, eu precisava sofrer ajustes e transformações. Precisava ser refeita em muitos aspectos. Ser bordada à imagem de Cristo para meu coração viver o casamento.
Essa mudança não dependia de minhas forças, assim como também não poderia costurar a renda com minhas próprias mãos. Dependia de Deus para me tornar uma noiva decente e coerente à Sua Palavra. Sua graça, por meio do Espírito Santo, lavariam meu ser com o sangue de Cristo até ficar pura.

Lógico que este processo não acabaria no altar da igreja. Maior que a cerimônia do meu casório, como parte da Igreja do Senhor, tenho um noivado com Cristo. Isso significa que nós, cristãos, passaremos a vida toda neste processo de sermos rasgados e refeitos para estarmos prontos no Grande Dia do Senhor.
Mesmo com os pecados que nos assediam, o próprio Deus nos santifica, nos tornando uma igreja pura e santa. Quando estivermos diante dele, nas bodas do cordeiro, estaremos prontos.

Ao vestir meu vestido de noiva no sábado que me casei, ele estava perfeito em mim. Não restava nada a ser feito. Foi um dia memorável e apesar de já ser casada, ainda estou me preparando para o Grande Casamento. Buscando as virtudes da Noiva de Cristo e ainda que diversas vezes eu falhe miseravelmente em viver esta santidade proposta, meu Senhor está presente para me renovar e me deixar pronta.

"Porque, como o jovem se casa com a virgem, assim teus filhos se casarão contigo; e como o noivo se alegra da noiva, assim se alegrará de ti o teu Deus." (Isaías 62:5)

Texto e foto de Bruna Bugana, Brasília - DF
Publicado com autorização.

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3 comentários

  1. Dulcineia Martins.....8 de janeiro de 2016 10:56

    Parabéns Bruna Bugana texto maravilhoso, você como sempre exemplo de mulher..... Deus te abençoe, sempre aprendendo com sua sabedoria que sei, vem do Pai.

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