Este é apenas o piloto do nosso primeiro podcast. Ainda é um teste, ainda está cheio de falhas, mas vamos nos divertindo com essa nova pla...
Por Isa Martins
Temos vivenciado uma boa fase para o cristianismo no que se refere a compreensão e conversão de cada vez mais pessoas às doutrinas da graça, e isso muito me alegra. Os “novos reformados” (se é que podemos chama-los assim) são, em grande maioria, jovens que ao conhecerem o verdadeiro evangelho e vivenciarem uma transformação radical em sua cosmovisão têm buscado com empenho transmitir as boas novas de Cristo a todos a sua volta. Muitos desses jovens, principalmente os homens, despertam em seus corações o desejo de se tornarem ministros do evangelho, atuando como pastores, missionários, evangelistas etc. Isso certamente é algo bom, pelo menos na maioria dos casos, mas também pode trazer consequências indesejadas e exigir decisões difíceis.
Um dessas consequências indesejadas se apresenta nos relacionamentos. Eu tenho aconselhado algumas moças que não sabem como reagir diante da decisão de seus noivos e namorados de se dedicar a vida ministerial. Em muitos dos casos, a vida do casal já havia sido idealizada e planejada quando, de uma hora para outra, os rapazes chegaram com a surpreendente informação de que tudo irá mudar. De repente, não mais que de repente, as moças se viram diante da possibilidade e da responsabilidade de se tornarem esposas de pastores e missionários. “E agora, o que eu devo fazer?”, perguntam elas, angustiadas.
A minha resposta diante dessa pergunta não costuma ser simples ou fácil. Cada caso tem suas especificidades e precisa ser analisado com cuidado, mas quero tratar aqui de um aspecto que costuma ser comum na maioria das situações das quais participei. As moças não querem seguir esse rumo. Elas já oraram, conversaram com pessoas mais velhas, com os pastores, com os pais, com os amigos, mas a cada conversa sentem menos desejo de acompanhar os rapazes na vida ministerial. Elas se sentem mal, pois se acham péssimas pessoas por não apoiarem seus futuros esposos. Se sentem menos crentes, pois todos em volta dizem que o certo seria elas estarem alegres e se sentirem privilegiadas por terem encontrado homens de Deus que querem dedicar suas vidas a obra de Cristo.
Contrariando a maioria das pessoas, eu não as julgo menos convertidas, muito pelo contrário, penso que elas estão sendo fortes em ter coragem de assumir a verdade sobre o que sentem e prudentes por analisarem a situação levando todos os fatores em consideração, não sendo guiadas só pelo que sentem por seus companheiros. Minha resposta é que elas não precisam ir se não quiserem e que a chance de dizer não é agora, pois após o casamento não haverá mais como voltar atrás. Mostro o quanto uma esposa é importante para o homem que se dedica ao ministério e o quanto seria ruim para os rapazes se elas os seguissem contra a própria vontade. Enfim, não dou repostas prontas, afinal, sou uma conselheira e não uma cartomante. Mas procuro tranquiliza-las e, sobretudo, compreende-las e ampará-las.
Você deve estar perguntando: “por que você dá esse tipo de conselho? Você é infeliz por ser esposa de pastor? Meu Deus, que tipo de crente é você?!”. Deixe então que eu lhe responda. Eu dou esse tipo de conselho porque acredito que seja necessário e útil. Não quero ser irresponsável ao mandar que essas moças façam aquilo que elas não querem só porque é isso que todos esperam que elas façam. Mais que isso, não quero ser responsável por ajudar a formar um casamento onde não há concordância e visão comum.
Eu sou muito feliz em ser esposa de pastor, apesar de todas as dificuldades que a vida ministerial demanda, pois creio que esse é o propósito do Senhor para minha vida e me alegro nele. Mas eu sou do tipo de crente que sabe que existem muitas outras formas de uma mulher agradar a Deus, mesmo que ela não queira dedicar-se a vida ministerial. Ela pode ser solteira para glória de Deus. Ela pode honrar a Deus e transmitir sua glória por meio de sua atuação profissional. Pode casar-se com um médico, um vendedor, um músico, um advogado e ser uma mulher e esposa sábia e fiel ao Senhor. Ser esposa de pastor não é a única possibilidade de agradar a Deus.
Infelizmente, conheci muitas mulheres de pastores frustradas e amarguradas, pois seguiram uma vida que não desejavam. Em consequência disso, conheço muitos pastores que sofrem por não poder contar com o apoio de suas esposas no ministério. Sei que o poder de Deus é capaz de transformar esses casos, e me alegro em ver alguns deles se modificando aos poucos. Mas sei também que muitas dessas situações poderiam ter sido evitadas se as moças tivessem dito não quando houve oportunidade, se a igreja não as tivesse julgado de forma tão dura e se todos em volta não tivessem dito que elas tinham que ir porque aquela era a única atitude correta.
Moça, se você está passando por isso, cuide para não tomar uma decisão precipitada da qual você venha a se arrepender mais tarde, quando não houver mais chances de voltar atrás. Meu conselho é que você ore ao Senhor, avalie o seu próprio coração, escute o conselho daqueles que conhecem a sua vida, e só então faça a sua escolha. Não tenha medo do julgamento dos outros, procure agradar a Deus por meio das suas atitudes. Sei que não é fácil tomar essa decisão. Nunca é. Mas o Senhor é fiel e gracioso. Busque-o e ele irá ajudá-la a passar por tudo isso com paz e tranquilidade. Minha oração é que Cristo seja o centro da sua vida e o guia dos seus passos, seja qual for o caminho que você escolher seguir.
Numa tentativa de auxiliar as moças que estão diante desse questionamento, elaborei algumas perguntas que irão ajuda-las a compreender melhor a situação na qual se encontram e a tomar a decisão correta. Como mencionei no texto passado, cada caso exige uma análise específica. Meu objetivo aqui não é dar uma resposta concreta para o problema, mas apenas elencar questões poderão ser uteis.
Você não quer ou você tem medo?
Responda com sinceridade, se o seu futuro esposo já fosse um pastor com ministério estabelecido você aceitaria se casar com ele? Se a sua resposta for positiva, o motivo da sua recusa não está no fato de não desejar ser esposa de um pastor, mas sim de ter medo de enfrentar todo o processo até que isso se consolide. Você tem medo das coisas darem errado, tem medo de, ao fim do seminário, nenhuma igreja convidá-lo para pastorear. Tem medo de terem que se mudar para um lugar distante e de enfrentarem dificuldades financeiras. Enfim, você tem medo das mudanças que irão acontecer na sua vida.
Deixa eu te dizer uma coisa. Ninguém está seguro. Não importa se o seu marido será médico, engenheiro ou advogado, ele jamais terá garantias de segurança e estabilidade. Tudo bem, comparado com o ministério pastoral, essas profissões parecem bem promissoras e transmitem bem mais segurança, mas, na verdade, isso é apenas ilusório. Como está escrito em provérbios 16, o homem faz seus planos, mas é o senhor quem lhe dirige os passos. Ou seja, nossos esforços e planos só terão êxito com a permissão do Senhor, e se ele está à frente, dirigindo os nossos passos. Não importa os rumos que trilharemos, estaremos sempre seguras.
Deus é quem nos concede sustento e segurança, e os meios que ele usa para trazer isso até nós não devem ser vistos como os responsáveis por isso. Não importa a profissão que o seu esposo terá. No fim das contas, todo o dinheiro que ele receberá virá das mãos do Senhor. Sendo assim, você não deve temer, pois se o propósito de Deus para a vida de vocês for o serviço ao Reino, ele mesmo irá cuidar para que tudo ocorra bem. Não existe patrão mais justo que o Senhor. Não existe segurança mais certa do que estar entregue em suas santas mãos. Se foi ele quem colocou esse desejo no coração de seu companheiro, ele será fiel para concretizá-lo.
A responsabilidade atribuída a uma esposa de pastor te assusta?
Talvez você não queira ser esposa de um pastor por achar que isso acarretará muitas responsabilidades para as quais você não se sente preparada. Eu também tive esse medo – na verdade, ainda tenho. Eu sei o quanto nosso coração se turba diante disso. Porém, posso lhe afirmar que ser esposa de pastor não é esse bicho de sete cabeças que pintam por aí. Você só precisa ser uma boa esposa, e isso não seria diferente se o seu marido escolhesse qualquer outra atividade. O seu principal dever será cuidar do seu cônjuge dando a ele condições de exercer o mistério com alegria e tranquilidade.
Você deve estar pensando que existem algumas circunstancias que diferenciam as esposas de pastores das demais mulheres, mas não é bem assim. O que uma esposa de pastor faz é apenas o que uma serva fiel de Cristo deveria fazer, independentemente de ser casada com um ministro. Servir a sua igreja quando houver oportunidades, ter comunhão com os irmãos e estar sempre pronta a ajudar, servir ao reino de Deus com seus dons e talentos, portar-se de forma sábia, ser exemplo para as outras mulheres a sua volta... todas essas coisas devem ser realizadas por aquelas que tiveram suas vidas transformadas pelo amor de Cristo e não são funções atribuídas e exigidas apenas a determinadas pessoas, como as mulheres de pastores.
Você não percebe nenhum “chamado” ministerial na vida do seu futuro esposo?
Bem, diferente dos exemplos anteriores, essa sim é uma questão preocupante. Se você não consegue perceber nenhuma habilidade no seu futuro esposo para exercer o ofício pastoral, talvez você esteja certa em não querer casar com ele. Mas para chegar a essa conclusão, é preciso que você observe alguns pontos específicos que irão ajudá-la a analisar a situação corretamente. Procure perceber se ele realmente não possui as características que são necessárias a um pastor ou se ele apenas ainda não conseguiu desenvolve-las plenamente.
Gostar de teologia é pré-requisito para aqueles que desejam o pastorado. Se o seu noivo ou namorado diz que quer ser pastor, mas não leva o estudo teológico com a seriedade que lhe é devida, ele está começando esse percurso muito mal. Um bom pastor precisa estar apto para ensinar as Sagradas Escrituras e ele só estará preparado para isso se tiver em constante aprendizado da Palavra, por meio de estudos bíblicos e da leitura de bons livros. Mesmo que ele seja aluno de um seminário teológico, se você não o vê empenhado em aprender sempre mais sobre a palavra de Deus, ele não está levando isso tão a sério quanto diz.
Por outro lado, ser bom em teologia não é o suficiente. É preciso que ele goste de comunicar-se, de transmitir aquilo que aprende a quem quer que seja. Se ele é um leitor e escritor voraz, mas foge do contato com as pessoas e prefere viver resguardado no silencio e tranquilidade do seu quarto de estudos, talvez o ministério pastoral não seja a alternativa mais indicada. Ele pode vir a ser um bom escritor e promover o crescimento e amadurecimento da igreja de Cristo através disso. Pode ser um ótimo produtor de materiais de ensino bíblico, ou um grande acadêmico das sagradas letras. Enfim, ser teólogo não é ser pastor. Se você já notou esse tipo de postura nele, procure orientá-lo e questioná-lo sobre essas questões, ele pode está confuso no que de fato deseja ser.
Você já está com a vida encaminhada e não quer abrir mão de suas conquistas e planos?
Essa também é uma questão que precisa ser tratada, pois talvez seja aqui que resida toda a sua resistência e recusa ao chamado ministerial. Você percebe a vocação pastoral de seu futuro esposo e apoia totalmente o desejo dele em se dedicar ao ministério, desde que isso não interfira nos seus planos pessoais. Se ele quer ir para um seminário teológico, que procure um por perto, assim você não precisará abrir mão de suas atividades e projetos, não é mesmo? Se você disse sim a essa pergunta, perceba que o egoísmo pode ser um pecado enraizado em seu coração. Você já parou para pensar que pode está colocando seus planos acima do seu relacionamento e, talvez, acima dos planos de Deus para a sua vida?
Não existe erro algum em sonhar e fazer planos, o problema é quando essas coisas se tornam prioridade além do devido, quando as transformamos em ídolos. Se você considera aquilo que você faz ou quer fazer mais importante do que a pessoa a qual você diz amar, há aí uma questão grave que precisa ser tratada com urgência. Você precisa aprender com Cristo que aquele que ama verdadeiramente é capaz de entregar a própria vida pelo outro, e se você não é capaz de abrir mão nem de uma faculdade ou de um emprego, reveja o que você sente não só pelo seu futuro esposo, mas pelo Deus-Homem que abdicou de sua glória por amor a sua vida.
Se ao ler esse tópico você se reconhece nessa situação, arrependa-se e busque em Jesus o perdão. Dedique-se a leitura da Palavra e a oração, a fim de entender a vontade do Senhor e de se dispor a cumpri-la. Se após esse tempo você perceber que de fato o propósito de Deus para a sua vida é seguir seu companheiro no ministério, obedeça. Vá, seja a auxiliadora idônea que ele necessita para realizar a obra de Cristo. Siga o caminho que o Criador destinou para vocês, mesmo que isso lhe custe muito, mesmo que custe tudo. Não há perda alguma que se possa comparar com a glória que Deus tem reservado para aqueles que cumprem a sua vontade. Lembre-se do que está escrito no evangelho de Mateus: “Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á”. Não tenha medo de abandonar nada por causa de Cristo, pois os planos dele para sua vida são infinitamente melhores que os seus.
Espero que essas reflexões lhe sejam uteis e oro para que o Senhor lhe ajude a tomar a decisão correta. Quanto a mim, tem sido um imenso privilegio ser esposa de um pastor. Honestamente, não consigo imaginar uma vida mais feliz do que a minha, e se pudesse voltar no tempo, faria essa louca escolha novamente. Minha caminhada na vida ministerial ao lado do meu esposo está apenas começando. Sei que muitas batalhas me esperam no percurso, mas encontro força no evangelho para enfrentá-las, sabendo que no final do caminho encontrarei Cristo e desfrutarei de sua eterna glória, e isso é o que faz tudo valer a pena.
“Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós cada vez mais abundantemente um eterno peso de glória”. (2 Coríntios 4:17)
Um abraço, dessa jovem esposa de pastor que tem aprendido a se alegrar em fazer parte da obra de Cristo na terra.
Isa Martins
Por Isa Martins Temos vivenciado uma boa fase para o cristianismo no que se refere a compreensão e conversão de cada vez mais pessoas às ...
Esse é mais um texto sobre maternidade. Diferente do que você pode imaginar, meu objetivo não é pressionar ou aumentar o peso ou a carga da responsabilidade que você já tem sobre os seus ombros. Eu poderia trazer uma lista de livros com leis, dicas, passos que “garantem” algum tipo de sucesso na tarefa de ser mulher, de ser mãe ou de criar futuras mulheres. Mas essa definitivamente não é a minha intenção.
Minha mensagem é uma mensagem de graça. Um apelo para se deixar de lado qualquer ideia de autossuficiência no que se refere ao desempenho dos nossos papéis como mulheres, esposas, mães e um convite para se apegar a Graça de Deus em espírito de total confiança e dependência.
Muitas vezes bato de frente com a dura realidade de que não sou uma boa mãe. Eu tenho consciência de que, definitivamente, estou longe de ser uma mãe perfeita e de que não sou suficiente como mãe.
A contemplação da realidade, em lugar de desanimar, tem um papel fundamental de nos fazer enxergar a nós mesmas assim como somos e nos fazer descansar na libertadora verdade de que nunca seremos suficientes como mãe! Não somos e nem seremos suficientes porque, assim como nós, nossas filhas precisam da graça suficiente de Cristo.
A grande verdade é que desempenhar o nosso papel como mães nada a ver com capacidade, suficiência ou justiça pessoal, mas tem tudo a ver com GRAÇA.
Podemos não ser mães perfeitas, mas somos mães alcançadas, transformadas, assistidas e sustentadas pela graça de Deus! Isso é o mais importante e o que realmente deve fazer a diferença.
Podemos não ser mães perfeitas, mas somos mães alcançadas, transformadas, assistidas e sustentadas pela graça de Deus! Isso é o mais importante e o que realmente deve fazer a diferença.
Graça é favor imerecido. Em palavras mais simples, é aquela ajuda que a gente precisa, mas não merece. O fato é que nossa existência está mergulhada da na graça. Desde o princípio até a eternidade futura.
Somos o que somos pela graça - 1 Co 15:10
A vida, o ser mulher, o ser mãe são manifestação da graça de Deus. Nossas histórias, nossas experiências foram todas, de antemão, escritas pelo punho gracioso do nosso Deus. Nada foge do alcance da Sua graça.
Somos alcançadas pela graça – Efésios 2:8
A maior manifestação da graça de Deus em nossas vidas é o sacrifício salvífico de Cristo quando ainda éramos pecadoras. A graça nos alcançou – nos fez diferentes, novas criaturas, povo escolhido e separado. Nos deu sentido e propósito de vida.
Somos transformadas dia-a-dia pela GRAÇA
É a graça divina que nos concede a capacidade e a força para viver a vida cristã, nos ajudando a seguir em santificação até chegarmos à semelhança de Cristo.
Somos assistidas e sustentadas dia após dia pela GRAÇA - 2 Coríntios 12:7-9
A graça de Deus se manifesta diariamente e nos mínimos detalhes da nossa vida, nos ajudando em nossas fraquezas, nos ajudando em nossa missão como mulher e mãe.
Somos completamente dependentes da graça de Deus. Somos incapazes de dar um mísero passo na nossa vida cristã sem a Sua graça. É Ele quem efetua em nós tanto o querer como o realizar e sem Ele nada podemos fazer.
“Pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele.” Filipenses 2:13
“Eu sou a videira, vós as ramos; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” João 15:5
Entender a Graça de Deus como mães é entender que sozinhas nada podemos fazer
É tirar um peso grande demais que não podemos e nem precisamos carregar.
Como mães, precisamos nos agarrar à graça de Deus porque erramos e pecamos muito mais do que o que gostaríamos. Damos maus exemplos, pisamos na bola e, pela graça de Deus, isso não é uma sentença absoluta de fracasso para nossos filhos. Mas Deus usa até mesmo nossos erros graciosamente para Sua glória e para o nosso bem, nos humilhando e nos moldando – a nós e a nossos filhos.
Como mães, precisamos nos agarrar à graça de Deus porque as vezes enfrentamos sentimentos de frustração, desespero. Pensar nas minhas lutas e na história de tantas outras mulheres próximas e queridas que, em momentos de frustrações e dificuldades decidiram abandonar tudo, até mesmo seus filhos me faz questionar de que forma minha história é diferente. Por qual razão ainda estou aqui. Olhar para mim mesma me faz enxergar que, definitivamente, não há nada em mim que explique o que me sustenta, a não ser a graça de Deus.
Como mães, precisamos nos agarrar à graça de Deus porque muitas vezes nos sentimos cansadas e exaustas. E é nessa hora que precisamos correr para os braços graciosos de Deus.
Meus momentos de exaustão não são raros. Minha única reação quando as circunstâncias, as demandas e as exigências da vida me paralisam é cair de joelhos no meio do caos e suplicar a Cristo por uma dose extra de Sua graça. Surpreendentemente, quando esses dias mais difíceis chegam ao fim e eu olho para trás, vejo o quanto foi feito com a absoluta certeza de que, sem sombra de dúvidas, nada daquilo poderia ser feito por mim não fosse a graça de Deus movendo-me, assistindo-me e sustentando-me.
Nessa vida de mulher multitarefa, virtuosa, filha, mãe, esposa, ajudadora, submissa é difícil não se sentir sobrecarregada. Mas Cristo tem um convite maravilhoso e irrecusável para todas as mulheres e mães sobrecarregadas:
"Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso.
Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas.
Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve". Mateus 11:28-30
Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas.
Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve". Mateus 11:28-30
Podemos descansar no cuidado amoroso e soberano do Pai.
Uma nota extra de fundamental importância: diferente do que alguns podem pensar, a graça de Deus não nos faz mães relaxadas e preguiçosas. Mas a verdade é que a graça maravilhosa de Deus nos constrange.
Somos constrangidas e motivadas a desempenhar nossos papéis da melhor forma porque reconhecemos, vivenciamos e desfrutamos a MARAVILHOSA GRAÇA derramada abundantemente nas nossas vidas.
Nos esforçamos para sermos a mulher, a esposa, a mãe que Deus espera de nós porque amamos a Deus, porque somos gratas, porque Ele nos ordena e temos prazer em obedecê-lo. Não porque somos suficientes, mas porque somos motivadas pela confiança na Sua graça.
E no final das contas, como pode ser medido o nosso sucesso como mulheres, como mães?
Não através dos resultados, porque eles não estão sob o nosso controle, mas em que Cristo seja glorificado através de nossas vidas alcançadas, transformadas, assistidas e sustentadas pela graça de Deus.
Um abraço de uma mulher, esposa, mãe que precisa desesperadamente da graça de Deus na sua vida.
Renata Veras.
Publicado originalmente em 14/02/2016, 21:08
Esse é mais um texto sobre maternidade. Diferente do que você pode imaginar, meu objetivo não é pressionar ou aumentar o peso ou a carga da...
Por Bruna Bugana
"Quanto mais conheço o mundo, mais me convenço de que jamais encontrarei um homem que eu possa realmente amar" disse Marianne Dashwood, personagem de Jane Austen, dando voz aos sentimentos de muitas mulheres.
A estória de “Razão e Sensibilidade” acontece por meados do século XIX, mas a angústia desta fala parece mais atual do que nunca! Naquela época, homens e mulheres não precisavam debater sobre suas diferenças na sociedade, era suficientemente claro que, apesar de iguais em valor, masculino e feminino exerciam diferentes funções. As mulheres se preparavam para serem boas donas de casa, boas esposas e boas mães. Os homens, por sua vez, eram educados a serem provedores viris, o porto seguro de suas famílias, como pais e maridos exemplares.
Os anos se passaram e as coisas mudaram. Certos valores foram perdidos em algum lugar da história e as pessoas decidiram buscar uma independência alheia àquilo que seus antepassados tinham por certo. Como resultado disto, temos hoje uma realidade que faria a Senhorita Dashwood ficar desolada de vez! Até mesmo dentro das igrejas este caos é evidente e muitas cristãs já não têm certeza se um dia se casarão com um homem decente. Se você é uma dessas moças que precisam de uma dose de esperança, não deixe de ler as sete dicas a seguir:
1. Há tempo para todas as coisas
Sim, eu sei. Imagino que você já tenha ouvido isso milhões de vezes! Porém, o fato de estar cansada de escutar, não torna esta frase menos verdadeira. Há tempo para todas as coisas (Ec. 3) e se o que você deseja não está se cumprindo hoje, é simplesmente porque não é a hora de acontecer. Peça ao Senhor sabedoria para viver cada segundo de sua vida se ocupando com aquilo que Ele requer de você no presente.
2. Seja grata
Tenha em seu coração gratidão ao Senhor por cuidar de você e suprir suas necessidades. Lembre-se: você pode não ter o que quer, mas tem tudo que precisa (Mt 6:25-32). Um marido não será a solução para sua ingratidão!
3. Ore
Naqueles dias difíceis, quando se sente imersa em solidão, ore. Naqueles dias alegres, quando nada parece faltar, ore também. A verdade é que em todo momento precisamos estar voltadas para Deus, seja em meio a lágrimas ou sorrisos. A oração conformará seu coração à vontade de Deus, tornando-o submisso ao Criador.
4. Não dê ouvidos
Muitas pessoas poderão lhe chamar de exigente ou dizer que você acabará ficando “para titia”. Não se importe com isso. Dar ouvidos às exigências sociais modernas lhe enfraquecerá e você poderá abaixar os padrões bíblicos que definem um bom homem para padrões socialmente aceitáveis, e tenha certeza de uma coisa: morrer solteira é mais fácil do que enfrentar anos dentro de um casamento deficiente! Por isso, espere o Senhor te apresentar um homem honrado e não qualquer pessoa que te empurrarem pela frente.
5. Esteja aberta às opções
Não, não estou me contradizendo. Óbvio que você deve manter os padrões bíblicos que definem um bom pretendente, mas preste atenção! Não ache que as Escrituras definam como modelo de virtude um rapaz que se pareça com um modelo de revista ou que seja exatamente 10cm mais alto que você. Apesar de não ser essencialmente ruim o fato de sonhar com seu “príncipe”, tenha em mente que ele pode não vir em um cavalo branco e ainda sim ser o homem que o Senhor preparou para você.
6. Cuidado com as tentações
Estar disponível para um relacionamento não lhe dá o direito de flertar com quem quiser da forma quiser ou ficar vendendo seu peixe por aí. A conquista entre os sexos é uma fase boa e saudável, mas o desespero para conquistar e ser conquistada só demonstra falta de confiança no Senhor. Por isso, tenha calma e seja discreta. Nada de ficar se exibindo por aí de forma imodesta, despertando luxúria em possíveis pretendentes. Você não conseguirá nada além de pecado e exposição dessa forma.
7. Seja você a mudança
Muitas amigas me procuram se queixando de não encontrarem um rapaz maduro mesmo dentro das igrejas. Apesar de muitos terem acesso a uma boa teologia, ainda não passaram da idade mental da adolescência: não sabem como tratar uma mulher com respeito, não são dados ao trabalho, só conversam sobre videogames, dentre outras coisas, para o lamento feminino. Estou ciente de que precisamos urgentemente chamar esta geração para um despertamento! Porém, isto vale para os dois lados! Não fique de braços cruzados criticando os homens sem mover uma palha para ser uma mulher melhor. Há tantas coisas para se aprender até o momento de dizer “sim” no altar! Aproveite esse tempo de solteira para se preparar melhor para o futuro matrimônio, sabendo que este preparo envolverá lições técnicas (como cozinhar melhor, passar bem uma roupa e organizar rotinas) como lições complexas (como ser mais paciente, educada ao falar e submissa às autoridades). Não espere a mudança vir de fora, peça a Deus que a capacite, iniciando esta transformação dentro de você.
Na vida as coisas nem sempre saem do jeito que planejamos. Talvez aos 45 anos você ainda esteja solteira ou talvez se case aos 18 com algum rapaz casto bem aquém dos padrões de beleza. A verdade é que nós não sabemos o que nos sucederá amanhã, mas podemos confiar na bondade e no cuidado do nosso Deus. Seus propósitos eternos são muito maiores do que nossas expectativas terrenas. Que seu maior desejo seja sempre irradiar a luz de seu Deus em cada fase de sua vida, seja ela com um marido ou não.
Bruna.
Por Bruna Bugana "Quanto mais conheço o mundo, mais me convenço de que jamais encontrarei um homem que eu possa realmente amar"...
Publicado originalmente em 02/06/16
O assunto da vez é Elegância, Beleza, Recato, Sensualidade.
Por essa razão trago os links de dois artigos aqui do blog que tratam exatamente desses temas. Vale a pena dar uma conferida!
Sobre como a sensualidade tem sido usada de forma pecaminosa por muitas de nós, vale a pena dar uma lidinha no texto 'SENSUALIDADE, O TAL PODER FEMININO'
"Foi o próprio Deus que nos criou seres sexuais. Ele criou a nós, mulheres, com características, belezas e encantos para um propósito bem determinado. Há hora, lugar e forma certa de usarmos a nossa sensualidade, e esse lugar é o casamento. O propósito é o deleite mútuo e a glória de Deus."
"A mulher deve cuidar de seu corpo, de sua aparência, de suas roupas a fim de agradar e deleitar seu marido. Essa preocupação feminina em si não é pecado, desde que esteja no contexto do casamento e que não seja utilizado como forma de manipulação. O sexo e a nossa sensualidade foram criados por Deus, mas devem estar restritos às ‘quatro paredes’ do casamento."
Leia mais clicando aqui
Sobre o verdadeiro significado de elegância, vale a pena ler o texto 'Manual DEFINITIVO De Etiqueta: A Elegância Em 8 Lições!'
'Na raiz da verdadeira elegância está a discrição, a amabilidade, a honradez, a simplicidade, a dignidade, a confiabilidade, a docilidade, a gentileza e a tranquilidade.'
'Essa é a elegância verdadeira, de valor eterno, que encanta os olhos de Deus e que faz diferença na vida dos que nos cercam.'
Para ler na íntegra clique aqui
Espero que os textos ajudem a esclarecer algumas verdades e que vocês sejam edificadas de alguma forma.
Abraço, Renata.
O assunto da vez é Elegância, Beleza, Recato, Sensualidade. Por essa razão trago os links de dois artigos aqui do blog que tratam exatamen...







