EM DEFESA DA MULHER! Na luta pela mulher, de que lado você está?


De fato, é difícil se manifestar como contrária ao feminismo quando ele proclama que sua causa é o bem da mulher. Creio ser importante dizer mais uma vez que não abraçar o feminismo não significa ser contra ou indiferente às questões das mulheres, assim como lutar por uma mesma causa, seja ela qual for, não implica em estar do mesmo lado dessa luta.

Sou uma defensora da mulher. Defendo a feminilidade porque tenho firmes convicções de que esse é o desejo do Criador - e sou frontalmente contrária ao feminismo.

Como já disse em outras ocasiões, o fato do movimento feminista levantar questões legítimas sobre a situação da mulher no mundo não o faz necessariamente digno de aceitação. Existem problemas essenciais que se encontram na forma como este movimento analisa e responde a essas questões.

No estabelecimento de uma frente para defesa da mulher, bem como para a defesa de qualquer outra causa, questões filosóficas (e teológicas) fundamentais podem dividir radicalmente aqueles que buscam fazer algo a respeito. Questões sobre, por exemplo, o que é o bem e sobre quem determina o que é o bem, são suficientes para colocar os defensores ou ativistas em trincheiras diametralmente opostas.

Nenhuma luta é constituída pura e simplesmente de boas intenções, afinal, quem determina a essência de uma boa intenção (e se ela é realmente boa)? Cada intenção e propósito é resultado de uma sequência de ideias, crenças, valores (os pressupostos) que se relacionam e estabelecem o seu fundamento. Tal fundamento é determinante não apenas para o estabelecimento de objetivos, alvos e meios, mas também para os resultados alcançados.

Logo, se você diz defender a mulher, deve ser capaz de responder a essa série de perguntas fundamentais. A forma como você responde a essas perguntas determina de que lado da batalha você está e os resultados que alcançará.

- O que me move a defender mulher? Senso de justiça, mágoa, ódio, vingança.
- Por que a mulher precisa ser defendida? Porque ela é melhor que o homem? Porque ela é mais importante? Porque ela é superior? Porque ela é igual?
- Qual a situação da mulher? Ela é vítima inescapável? Ela é responsável?
- Por que eu quero defender a mulher? Pelo fato de eu ser mulher? Pelo fato de que as mulheres precisam? Pelo fato delas serem feitas à imagem de Deus?
- Por que a mulher sofre? Por causa dos homens? Por causa do machismo?
- Do que eu quero defender a mulher? Da sociedade em geral? De todos os homens? De alguns homens? Da cultura machista? Dos costumes compartilhados? Dela mesma?
- Como a mulher deve ser defendida? Com políticas públicas? Com privilégios? Com direitos?
- O que é o melhor para a mulher? O que eu busco para a mulher? Quem determina o que é melhor para a mulher?
- O que estou disposta a fazer pelo bem da mulher? Até onde posso ir pelo bem da mulher?

Podemos igualmente alegar que atuamos em defesa da mulher, mas a forma como respondemos a essas questões certamente determinará a diferença nas nossas ações e os resultados que temos em vista.

A forma como respondemos essas questões fundamentais determina de que lado da defesa da mulher nos colocamos: do lado da defesa cristã da mulher e da feminilidade ou, por exemplo, do lado do feminismo (ou de qualquer outro lado).

A Luta Feminista pela mulher.

‘Feminismo é simplesmente luta por igualdade’ – dizem. Mas como vimos até agora, resumir um movimento tão elaborado e sofisticado em tão poucas palavras é ingênuo e uma afronta contra a própria ‘dignidade’ do movimento.

Por favor, dêem ao feminismo o que é dele por direito! Reconheçam seu arcabouço filosófico e ideológico. Não universalizem ou divinizem o movimento sob o risco de ‘desmerecer’ aqueles que o criaram.

O feminismo ativista e atuante que conhecemos hoje (filosófico, ideológico, de mainstream, de segunda onda, nascido em meados do século 20) tem ponto de vista, problemática, fundamentação filosófica e agenda próprias.

Historicamente houve grupos que se levantaram em defesa da mulher. Muitas vezes, e injustamente, muitos desses movimentos foram engolidos sob o título ‘feminista’ sem realmente o serem. Lutar por direitos fundamentais para as mulheres não tornam uma causa, nem há milhares de anos nem hoje, uma causa feminista. Anacronismos crassos já tentaram elencar até mesmo Jesus como ícone da causa feminista.

Essa tendência à universalização da causa pró-mulher feminista leva a uma visão ingênua de que o feminismo tem uma visão privilegiada do mundo, das questões das relações sexuais e da situação da mulher.

Querer tirar o feminismo da sua situação posicional condicionada e querer colocá-lo como possuidor de um ponto de vista privilegiado é o mesmo que divinizá-lo. É como substituir o logocentrismo combatido pelos desconstrucionistas contemporâneos por uma espécie de feminocentrismo que fala da parte de algum ‘deus’ (ou ‘deusa’) além e acima dos homens (ou das mulheres).

A luta feminista pela mulher não é uma luta neutra, universal. Nem mesmo o feminismo advoga tal neutralidade, universalidade ou objetividade de sua fala. Pelo contrário. Admite que cada fala, cada construção filosófica, cada elaboração ideológica serve a certos interesses e, aberta e claramente, os interesses intencionados por aqueles que construíram a ideologia feminista são os interesses da mulher acima de outros direitos e a todo custo.

Como vimos, a forma como respondemos a questões fundamentais determinam nossos valores, objetivos e resultados. E como o feminismo responde cada uma das questões fundamentais estabelecidas inicialmente para sua luta pela mulher?

O que move a defesa da mulher?

Muito da luta pela mulher nasce do ressentimento, da mágoa, do ódio. Ódio aos homens, ressentimento pelo sofrimento histórico por eles infligido.

Nutrido por anos de ressentimentos, ativistas traçam o passado histórico de opressão e violência contra a mulher e propõe uma revolução sexual. Não se trata de um reequilíbrio de forças, mas de um levante em que o poder abusado pelo sexo masculino seja dado à mulher e que ela dite não somente as suas regras, mas as regras universais.

Movido pela mágoa que invariavelmente cega a razão, alguns movimentos tendem naturalmente para a crença, mesmo que inconsciente, de que é necessário subjugar aquele que outrora subjugava. O passo inevitável e seguinte pode ser crer que homens são desnecessários e que mulheres são superiores, melhores e mais importantes. Em uma situação em que os direitos da mulher estejam em jogo, não há dúvidas de que os direitos de homens, crianças, bebês devam ser colocados em segundo plano ou ignorados.

O que é a mulher? Qual a situação da mulher?

A ideologia feminista é construída sobre o fundamento do existencialismo humanista e existencialista. Homens e mulheres nada mais são que um amontoado de átomos ocasionalmente surgidos num mundo sem telos (sem propósito).

A mulher existe antes de qualquer essência e assim cabe a cada mulher determinar e reger o rumo e o sentido para a sua vida. Não existe Deus, propósito ou essência a priori. Como ser humano auto-existente, a mulher é autoridade máxima sobre si e tem o direito de definir a ela mesma, sua essência, seus papéis, seus direitos.

Por causa de sua condição biológica, a situação da mulher é a de aprisionada em categorias criadas por homens. Toda ideia historicamente reforçada de essência ou modelo de feminilidade imposta à mulher cumpre o propósito de subjuga-la para benefício masculino e tem a oprimido.

A triste situação da mulher é a de vítima da sua própria natureza (biologia) e a de vítima do sexo masculino.

Algumas vezes, na luta pela mulher, a mulher defendida sofre de alguma espécie de bipolaridade. Ao mesmo tempo em que é chamada ao empoderamento absoluto, é considerada como vítima inescapável e inofensiva. Em nome da acusação masculina, a maldade e a responsabilidade da mulher é arrefecida gerando um tratamento parcial de muitas questões e uma espécie de figura feminina quase martírica e divina, livre para qualquer coisa e de qualquer culpa.

Mulheres não são apenas vítimas. Homens não são sempre algozes. Toda generalização é burra e partir de generalizações como essas invariavelmente leva a abusos.

Posições como essas acabam por ferir a dignidade humana feminina ao não considerar seu potencial de autonomia e de responsabilidade por seus atos, ferindo também a dignidade masculina e a solidariedade humana.

Por que a mulher sofre? Do que eu quero defender a mulher?


Para os movimentos de defesa da mulher, basicamente toda forma de sofrimento feminino atual é culpa dose homens. Sejam homens de carne e osso, seja uma entidade masculina social eterna que desde os princípios de nossa existência estabelece costumes e culturas machistas opressoras – o patriarcado.

O sofrimento da mulher não é apenas o da opressão física violenta, mas também o da frustração existencial infligida pelos modelos de feminilidade impostos historicamente às mulheres, modelos esses que tolhem sua liberdade e potencial.

E assim, a luta feminista parece muitas vezes desferir golpes no ar. Defendem a mulher de ideias ao mesmo tempo que parecem não defender de nada. Se voltam contra a masculinidade, contra o patriarcado, contra o machismo, contra a cultura, numa estratégia de universalização etérea de um inimigo que leva à culpa de ninguém.

O alvo da luta feminista pela mulher não é outro a não ser o homem, a masculinidade, o patriarcado, o machismo.

O que a mulher precisa? O que é melhor para a mulher?

De acordo com os pressupostos da luta feminista, o que a mulher mais precisa é liberdade total e a todo custo. O alvo é o empoderamento, a busca por autonomia absoluta.

Em posse de sua autonomia, a mulher deve redefinir radicalmente o significado de sua feminilidade, descontruindo toda e qualquer ideia essencial e paradigmática que tenha lhe sido imposta sobre o que significa ser mulher. Ela deve definir sua essência, escrever sua história, definir seus rumos.

No caminho para a redefinição de sua essência, a mulher deve estar pronta a negar aquelas características distintivamente femininas (até mesmo as biológicas) que aprisionam, impedem impõe algum tipo de limitação para o desenvolvimento livre do plano que traçou para si: maternidade, casamento, por exemplo.

Para a luta feminista pela mulher, o melhor para a mulher é a liberdade e a autonomia a todo custo. Esse é o alvo por excelência.

Como a mulher deve ser defendida?

Aqui entramos na questão dos instrumentos usados na luta em defesa da mulher.

A luta feminista busca o bem da mulher dando a ela mais protagonismo público, mais oportunidades de trabalho. Aumentando as necessidades consumistas que tornam compulsória a sua participação no mercado. Empurrando-as, então, inevitavelmente para fora de casa. Usando as mídias para emancipá-las sexualmente, desde as mais novas. Modelando novas formas de relacionamentos livres que descartem o casamento. Ampliando o acesso a novas formas de contracepção e proteção possibilitando o sexo casual e sem compromisso sem riscos de doenças ou gravidez. Fornecendo meios e políticas públicas para o escape à maternidade (aborto) ou para a terceirização dos filhos (creches).

É inegável o engajamento cultural e político do movimento feminista. Certamente muitos dos direitos civis que gozamos hoje foi pleiteado pelo movimento. Apesar disso, não poderia dizer que esse engajamento tenha trazido apenas benefícios às mulheres. Assim como no presente grego, dentro desse pacote de benefícios e vantagens se escondem malefícios que já hoje nos tem cobrado um preço muito alto.


A Luta cristã pela mulher

A luta cristã pela mulher parte não do feminocentrismo, mas do teocentrismo que é a explicação mais razoável para a explicação da realidade, do mundo, dos seres humanos e da mulher. A constatação de que há uma mente inteligente por trás da existência de todas as coisas e que efetua a sintonia fina de um universo impossível de ter sido criado pelo acaso é inescapável para qualquer que examine a questão honestamente.

Uma resposta que se adapta fácil demais aos nossos anseios e propósitos erra ao não nos levar a duvidar de nós mesmos. Esse é o problema do feminismo.

O problema de uma ideologia como essa é o fato dela não possibilitar libertar-se dela mesma. Ela gira em círculos, numa espiral descendente que faz ver cada vez menos o que está ao redor e olhar cada vez mais para o próprio umbigo. Uma visão desse tipo não é saudável nem nos libera para o potencial de uma visão mais ampla da realidade e de nós mesmas.

Feminismo é uma luta pela igualdade nos termos feministas. Sob a ótica feminista, voltada para interesses feministas. Qualquer construção ideológica que gira tanto em torno de si mesma cai no risco de perder a sua universalidade.

Gosto de pensar no caráter anti-ideologico das Escrituras. Ler as Escrituras é um processo de negar as suas próprias conclusões, desconstruir suas noções pré-estabelecidas, inverter seus valores, rever seus conceitos. Algo que me faça pensar além de mim mesma, de me fazer olhar sob novas perspectivas me libertam do cativeiro ideológico do meu próprio coração enganoso.

Se creio num criador que me conhece, me fez, parto verdadeiramente de um ponto de vista privilegiado que está para além de mim. Essa tendência à universalização da causa pró-mulher feminista leva a uma visão ingênua de que o feminismo tem uma visão privilegiada do mundo, das questões das relações sexuais e da situação da mulher.

E como o cristianismo responde cada uma daquelas questões fundamentais estabelecidas inicialmente para sua luta pela mulher?

LUTA CRISTÃ

O que move a defesa da mulher?

Nossa luta pela mulher nasce do desejo de honrar o Deus que a criou. A luta cristã pela mulher nasce da convicção de que ela é uma criação especial de Deus e, por isso, digna e valiosa devendo então ser defendida. É questão de defender a honra do criador divino defender e sustentar os direitos e os valores das mulheres.

A nossa luta pela mulher não nasce de ódio, de ressentimento, de mágoa. Esse tipo de combustível para uma causa tende a fazer que usemos mais os sentimentos do que a razão na nossa luta.

O cristianismo defende a mulher não porque ela é superior aos homens, mas por que, assim como o homem, ela foi feita à imagem de Deus. Ao mesmo tempo que despreza o entendimento de uma igualdade monolítica, sustenta a dignidade das diferenças obvias e inegáveis do seu sexo.

A luta cristã pela feminilidade defende e busca o bem da mulher porque entende o papel feminino no projeto divino de trazer glória ao seu próprio nome.

O que é a mulher? Qual a situação da mulher?

O pressuposto cristão para a defesa da mulher é o de que existe um Deus criador que criou todas as coisas com um propósito bem definido e que soberanamente controla o rumo da história sem eximir os seus da responsabilidade por seus atos. O mundo não é obra do acaso, mas obra intencional, boa e perfeita de um Deus soberano e pessoal que criou todas as coisas para a sua glória.

E o que é a mulher? Uma criação boa e distinta/especial de Deus feita à sua imagem e semelhança, igual ao homem em dignidade e valor e diferente em funções e ordem em contextos específicos, criada para atuar no mundo em parceria complementar indispensável com o homem visando a glória de Deus.

Ao contrário do fundamento da luta feminista existencialista humanista que vê o homem como ‘existência’ antes de ‘essência’, a luta cristã pela mulher a enxerga como trazida à existência de acordo com uma essência e um propósito perfeito pré-existente na mente divina.

Esse plano não é limitador ou frustrante, mas bondosamente designado por aquele que é o idealizador, arquiteto e executor da feminilidade. Contrário ao ensino que diz que a mulher só encontra felicidade e significado através da autonomia, autoridade e liberdade pessoal, a luta cristã pelo bem da mulher parte do princípio de que a felicidade e a realização da mulher só podem ser encontradas no reencontro com o Criador.

Ao mesmo tempo, a luta cristã pelo bem da mulher entende que o pecado entrou no mundo afetando dramaticamente a natureza, a humanidade e as relações. Homens e mulheres amargam as consequências espirituais, morais e relacionais de seu pecado.

A luta cristã pela mulher não mascara os abusos histórico sofridos por ela. Antes, é o único que cabalmente responsabiliza o indivíduo por cada mínima ação de opressão realizada contra outros. Para decretar juízo sobre aqueles que oprimem as mulheres a luta cristã não precisa manipular a realidade e inocentar ou vitimizar a mulher, mas defende sua dignidade e força ao também considerá-la responsável pelos seus atos.

Ao mesmo tempo que a mensagem cristã é de juízo e de condenação para aqueles que insistem em viver de maneira contrária aos desígnios do Criador desprezando e oprimindo seu semelhante, traz também uma mensagem de esperança e ordem que estabelece a mutualidade organizada entre os sexos à medida que reconhece a igualdade de valor e dignidade e as diferenças boas e complementares ente eles.

Porque a mulher sofre? Do que eu quero defender a mulher?

Essa é uma questão importante e que determina o sucesso de uma luta – saber contra o que estou lutando. Na estratégia de luta pela mulher o cristianismo tem uma vantagem incomparável – ele sabe onde está a raiz para toda e qualquer forma de sofrimento e opressão feminina.

A causa dos males à mulher é a entrada do pecado e as consequências do pecado no mundo. Não lutamos como quem desfere golpes no ar, mas lutamos contra o pecado que tenazmente nos assedia e que dá origem a todas as formas de opressão e sofrimento das mulheres.

‘As desigualdades não estão enraizadas simplesmente na cultura, na educação, em um discurso religioso ou num projeto misógino do Criador. As desigualdades têm sua origem no pecado que transformou as diferenças intencionalmente projetadas para um fim necessário e harmonioso em combustível para uma guerra sangrenta – a guerra entre os sexos.’

O alvo da luta cristã pela mulher não é o homem. O alvo da luta cristã pela mulher não pode ser outro a não ser o pecado que habita em homens e mulheres. A menos que as consequências do pecado nas relações entre os sexos sejam remediadas, não há esperança para o bem-estar da mulher.

O que é a mulher precisa? O que é melhor para a mulher?

Segundo a luta feminista, o melhor para a mulher é a liberdade e a autonomia a todo custo. Mas de acordo com seus próprios pressupostos, tal liberdade não passa de uma liberdade para nada. Uma liberdade sem propósito, que facilmente caminha para a libertinagem.

O sofrimento, o sentimento de frustração e insatisfação da mulher nunca serão resolvidos se não considerado a partir da perspectiva correta. A solução não está em virar as costas para Deus através de uma falsa noção de emancipação. A mulher criada por Deus e para Deus inevitavelmente precisa de Deus.

O que a mulher precisa é voltar ao Criador e buscar entender porque Ele a criou como a criou e o que espera dela. Apenas no reencontro com o Criador e na busca pelo plano original a mulher é capaz de florescer e encontrar propósito para a vida.

Se a causa dos males à mulher é a entrada do pecado e as consequências do pecado no mundo, a defesa da mulher começa pela solução do problema do pecado. A mulher precisa, em primeiro lugar, ser reconciliada com Deus para ser defendida do inimigo de sua alma. Precisa de ajuda divina para lutar contra o pecado que habita nela, para ser defendida dela mesma. Precisa de homens transformados pelo evangelho capazes de vencerem o pecado que leva a opressões e aos abusos.

A solução para as questões da mulher também não está na anulação das diferenças, mas no tratamento das causas das desigualdades. E sendo o pecado a causa das desigualdades, o único tratamento eficaz é a redenção de homens e mulheres através da obra salvífica de Jesus Cristo.

As diferenças são boas e necessárias. Fazem parte do projeto divino para realização pessoal da mulher na humanidade e é disso que ela precisa. A solução não está na negação de sua natureza mais fundamental, mas na reafirmação dela. Na aceitação do plano divino, na atuação distintiva e especial que só a mulher pode dar ao mundo.

Como a mulher deve ser defendida?

Nessa luta cultural pelo bem da mulher, aqueles que dizem querer defende-la são exatamente os mesmos que mais a causam males. Infelizmente, são estes mesmos que parecem deter os melhores e mais eficazes meios de espalhar sua proposta desastrosa para a mulher.

Sem dúvida o engajamento cultural é importante na luta cristã pela mulher. Há muito a ser feito e historicamente grandes feitos foram realizados em todo mundo em favor da mulher por mulheres conscientes de sua responsabilidade diante de Deus.

É preciso, entretanto, ter em mente que nossa luta não é uma luta meramente contra carne e sangue.

Citando um outro texto aqui do blog, relembro que “não se vence o machismo com gritos ou palavras de ordem. Um problema enraizado em questões espirituais profundas só pode ser resolvido com medidas da mesma natureza. A solução está em correr para Cristo, em espírito de completa sujeição e dependência, rogando para que Ele nos liberte do pecado, nos regenere, nos transforme em novas criaturas, nos transforme a cada dia em homens e mulheres mais parecidos com aquilo que ele planejou para nós.”

Conclusão

Finamente, creio que não há dúvidas de que sou uma defensora da feminilidade e de que luto pela mulher. Outros também advogam essa mesma causa, mas lembre que a luta do feminismo pela mulher é uma, a luta do cristianismo pela mulher é outra. Cada um, de acordo com suas convicções mais profundas, escolhe o lado em que deseja combater!

E sobre feminismo cristão? Creio que o que foi falado até aqui é o suficiente para entender a incompatibilidade dessas duas frentes de batalha.

Um abraço carinhoso,
Renata Veras

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