Tu me amas?


Tu me amas?
Certa vez me perguntaste.
Resoluta, decidida, ímpeto juvenil
Não hesitei em responder.

Amo-te mais que tudo,
A tudo leves, podes arrancar
Qualquer coisa que a ti, em qualquer momento,
Meu coração enganoso queira comparar.
E levaste ligeiro. E como em mim me doeu!
Corte profundo, dolorido
Uma cicatriz em mim deixaste
Ferida que tua mão me deu.

Tu me amas?
Outra vez me perguntaste.
E o coração já ferido, tropeçando em fraqueza, mais uma vez respondeu.
Entre lágrimas e súplicas, despedaçado,
Ouviste outro sim meu.

Oferecendo o que mais queria,
Tudo aquilo que havia sido levado,
Uma nova chance de realizar os desejos
De um coração já machucado
Leves tudo, leves sem demora
Afasta de mim o que para mim não está reservado
Te amo desesperadamente, mas me sustenta
porque para esse pobre coração ferido o fardo parece por demais pesado

Tu me amas?
Hoje, mais uma vez, a pergunta me fizeste.
E quase sem forças agora te respondo:
Tu o sabes, meu bom Mestre!

Sabes do meu amor dividido
Do meu desejo secreto
Das lutas que enfrento
Do quanto dói rejeitar o que mais quero
Sabes que meu amor é vacilante
E que ele também é profundamente dependente
Simplesmente aumenta meu amor
Para que, finalmente, nada mais divida a minha mente.

Renata Veras.

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