Ano passado disponibilizei um calendário do advento para ser realizado com as crianças. As lições e aprendizados ao andar por toda a Escrit...
Cozinha sem apuros - T2:E1 - Cozinha, teologia e generosidade divina.
Você já parou pra pensar que cozinhar pode ser também uma maneira de apreciar a e aprender sobre a beleza e o criatividade do Criador. Pode ser também uma forma de gratidão. De reconhecer e desfrutar da generosidade do Deus que nos estende sua mão e nos ofereceu tanta riqueza para nosso benefício e prazer.
O nosso Deus Criador é também um Deus profundamente generoso. Quando Ele criou o mundo e colocou o ser humano nele, poderia ter criado uma ração humana suficiente para nutrir e sustentar a tava humana, mas não foi isso o que Ele fez. Ele criou uma infinidade de sabores, cores, aromas, texturas. Uma infinidade de ervas, de frutas, de verduras e generosamente entregou tudo isso (ou quase tudo - falaremos disso mais tarde) como fonte de nutrição e prazer para a humanidade.
“Disse Deus: ‘Eis que lhes dou todas as plantas que nascem em toda a terra e produzem sementes, e todas as árvores que dão frutos com sementes. Elas servirão de alimento para vocês. E dou todos os vegetais como alimento a tudo o que tem em si fôlego de vida’” Gênesis 1:29,30
Com um cálculo simples e hipotético de análise combinatória, poderíamos dizer que o número de combinações possíveis com o número de ingredientes que nos foi dado é fantástico.
Tanta variedade criada e oferecida e a gente insiste em comer sempre o mesmo, não é? Pior que isso, quanta coisa nutritiva e deliciosa in natura e a gente insistindo em comer produtos ultraprocessados cheios de calorias vazias.
Nosso Deus é aquele que não dá ponto sem nó. Tudo que ele fez e faz tem um fim proveitoso. Se ele criou essa variedade de frutas, verduras, ervas, certamente ele tinha um bom propósito para cada uma delas. Mais que nutrição e saúde, certamente Ele pensou no nosso prazer.
Nossa forma de cozinhar pode ter tudo a ver com a nossa teologia. Aproveitar a variedade dos recursos disponíveis dados por Deus também é uma forma de devoção.
Incluir a diversidade no prato também é uma forma conhecer mais e desfrutar mais de Deus. Usar criatividade na cozinha é refletir o caráter criativo do próprio Deus. Usar generosamente a variedade que temos é refletir a generosidade do Criador.
Cozinhar pode ser uma maneira de apreciar a beleza e o cuidado de Deus. Pode ser uma forma de gratidão. De reconhecer e desfrutar da generosidade de Deus que nos estende sua mão e nos ofereceu tanta riqueza para nosso benefício e prazer.
Que tal começar a incluir variedade no seu cardápio cotidiano? Que tal abrir um espaço para incluir e experimentar novos sabores, novas cores, novas texturas na sua alimentação de todo dia?
Desafio você a fazer uma lista dos ingredientes que você usa durante a semana. O próximo desafio é dobrar a variedade desses ingredientes. O desafio seguinte é incluir pelo menos 2 ingredientes que você nunca usou. Inclua, teste, experimente, desfrute e faça isso como se recebesse pela primeira vez um presente direto das mãos de Deus, daquele que é o criador, daquele que é extremamente generoso e que é sábio para nós dar sempre o que é melhor para cada um de nós.
A receita desse episódio é uma receita 100% vegetal. É igualmente uma receita simples e acessível, mas, por isso mesmo, muitas vezes desprezada. Muitos ainda torcem o nariz pra um prato de base vegetal, mas perdem a chance de desfrutar de uma combinação incrível de legumes e especiaria que é capaz de, literalmente, aquecer os corações mais gelados.
A inspiração para essa nova versão da minha sopa cremosa de abóbora (gerimum, aqui no meu país Ceará) é a butternut squash soup do Panera Bread. A segredo da versão estrangeira está nos temperos: um pouquinho de gengibre, um pouquinho de noz moscada e mais todos os temperos que vc julgar que combinem. Para acrescentar ainda mais um toque de nordeste nessa versão, acrescentei um toque de leite de coco. Sou suspeita pra falar, mas ficou perfeito. Obrigada por cada um desses ingredientes, Deus. E pela combinação tão harmoniosa deles todos.
Os ingredientes são:
1 abóbora manteiga (ou jerimum de leite)
2 batatas pequenas
1 cebola média
Alho a gosto
1 creme de leite
1/4 de xícara de leite de coco
Temperos e especiarias a gosto:
- gengibre em pó
- pimenta do reino
- pimenta branca
- ervas desidratadas
- noz moscada
Sal a gosto
O video com essa receita você encontra lá no IGTV do perfil @mulheresemapuros no instagram.
Um abraço carinhoso e bom apetite!
Renata Veras.
Cozinha sem apuros - T2:E1 - Cozinha, teologia e generosidade divina. Você já parou pra pensar que cozinhar pode ser também uma maneir...
Quartinho pronto, enxoval completo, lembrancinhas de maternidade feitas. Nas últimas semanas de gestação eu corri para tudo estar preparado para a chegada da minha filha. Aprendi sobre parto e amamentação e sempre que me perguntavam sobre quem me ajudaria no pós-parto, eu dava de ombros e dizia que não sabia. O puerpério não era uma preocupação para mim, mãe de primeira viagem. "Meu bebê já estará em meus braços, não terei mais enjôos ou azia, o que pode ser tão difícil?", pensava comigo. Nunca estive tão errada.
Sabe aquela história de "expectativa x realidade"? Pois é. Minha expectativa era um puerpério tranquilo em que, apesar das novidades, minha vida não seria tão afetada assim. A máxima ajuda seria, provavelmente, uma faxina ou algo do tipo.
A realidade chegou me atropelando: minha filha chorava e eu não sabia identificar o motivo, meu marido voltou a trabalhar e eu me sentia sozinha, eu tinha medo de dar banho na neném e eu mesma não conseguia tomar banho e deixá-la sozinha. Tudo isso com uma boa dose de caos doméstico.
1. A mãe incapaz
Nos primeiros dias eu chorei por perceber minha incapacidade. Eu me vi incapaz de identificar o choro do bebê, incapaz de deixar a casa toda arrumada, incapaz de dormir, de comer ou de dar atenção para as visitas como eu costumava fazer antes.
Entender essa incapacidade foi fundamental para eu fazer algo que eu detesto fazer: pedir ajuda. Eu sou daquelas pessoas que prefere fazer tudo à sua própria maneira e que pensa que ser ajudada é, além de incômodo para o outro, um sinal de fraqueza. Eu adoro me sentir útil quando me pedem ajuda, mas detesto me sentir incapaz ao pedir. Essa foi a primeira das humilhações.
Não foi nada fácil dobrar meu ego e admitir que eu não dou conta de tudo. Não foi fácil ver minha família cozinhando, limpando e até cuidando da neném para me ajudar. As pessoas não faziam as coisas do meu jeito, mas sem elas muito não teria nem sido feito. Eu tive que entender que não estava no controle.
2. A mãe submetida
Além de admitir que preciso dos outros, que eu não sei fazer tudo e que meu jeito não é o único certo, eu tive que aprender a lidar com a servidão obrigatória. Deixe-me explicar...
Toda a minha vida eu participei de atividades na igreja, cumpri meus afazeres domésticos, auxiliei meu marido com suas atividades e experimentei a pressão e o prazer de trabalhar fora em uma carga semanal pesada cheia de prazos. "Eu sei servir", meu coração enganoso susssurrava.
Apesar das dificuldades de uma vida comum, eu estava acostumada a uma vida de decisões independentes - se eu quisesse ir à algum lugar, iria; se eu quisesse dormir mais cedo ou mais tarde, dormia. E essa dinâmica de vida adulta desmoronou aos meus olhos quando vi um pequeno serzinho depender de mim para tudo. Eu não podia mais sair para onde quisesse ou dormir quando quisesse. Tudo dependia do meu bebê porque meu bebê dependia de mim.
Além de ter a liberdade tolhida, as glórias dos serviços adultos também tinha sumido. Todo e qualquer serviço prestado na minha vida era, no mínimo, externamente reconhecido. Não falo de tapinhas nas costas, mas qualquer pessoa podia ver que eu estava dando duro. O puerpério não permitiu isso também.
O meu serviço era agora amamentar, trocar fraldas, limpar golfo de neném e, além de não ser nada glamuroso (as olheiras que o digam), era um serviço de excelência duvidosa - se você é mãe já deve ter experimentado a famosa sensação de estar fazendo tudo errado.
Eu me vi sem a liberdade com a qual estava acostumada, sem reconhecimentos (apesar de minha família amorosa e encorajadora) e completamente exausta com as demandas infinitas de um recém nascido. Assim, eu fui humilhada uma segunda vez.
3. A mãe aos pés da Cruz
Recebi conselhos de mulheres mais experientes, estudei sobre rotinas de bebês e ouvi centenas de vezes que essas dificuldades iriam passar. Mas nada me trouxe mais consolo do que a palavra de Deus.
"Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros. Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz." (Filipenses 2:3-8)
Nenhuma humilhação que alguém possa passar nesta vida se compara a humilhação de Cristo. Absolutamente nenhuma humilhação emocional, física ou moral (essas duas últimas caracterizaram meu puerpério).Nada se compara!
Jesus Cristo, sendo Rei do Universo e glorioso em majestade, nasceu em uma manjedoura entre animais. Jesus, a própria sabedoria encarnada, teve de se sentar para comer com uns doze homens tolos. Tendo ele diante de si os magníficos seres celestiais, viveu em um mundo caído onde mosquitos transmitem doenças. Sua humilhação culmina na cruz, mas começou muito antes dela. E por falar em cruz, foi nela em que ele foi pendurado como maldito após ser cuspido, maltratado e trajado da forma mais zombeteira possível. Sim, isso aconteceu ao Deus que mede universos com as mãos.
Jesus aceitou uma vida de humilhação com alegria (Hb 12:2) para nos alcançar com o amor que tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta (1Co 13). E nos encoraja em sua palavra a viver uma vida pautada nesta mesma atitude, ou seja, uma vida vazia de nós mesmos para ser cheia do serviço ao próximo em amor - a Deus e aos outros.
A compreensão desse chamado me deixou de joelhos diante de Cristo em agradecimento por cada dificuldade do puerpério. Eu sabia que estava sendo moldada à imagem de Cristo. A incapacidade de dar conta de tudo, as incontáveis limitações e a impossibilidade de tomar decisões individuais - por menores que fossem - eram pequenas humilhações que colocavam meu grande coração pecaminoso no seu devido lugar.
4. A mãe contente
"Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece." (Filipenses 4:11-13)
Quando um filho nasce, a mulher experimenta uma das maiores alegrias que esta vida nos oferece. Com todas as suas fofuras, um bebê traz grande deleite para uma família, mas há momentos que a rotina de um recém-nascido é um tanto desafiadora.
Se tivermos, no entanto, em nós o mesmo sentimento que teve Cristo Jesus e considerarmos nossa família superior a nós mesmas, o serviço prestado não nos trará angústia, mas contentamento. Saberemos viver entre sorrisinhos e choros; seremos contentes em noites de mamás tranquilos e em noites de cólicas. Tudo podemos naquele que nos fortalece.
5- Conselhos às mães
Se você está grávida, prepare-se também para viver o puerpério - acredite, você vai precisar. Se você é uma mãe de recém-nascido, desejo que Deus renove suas forças e te dê graça sobremaneira para ver os propósitos eternos de cada dia. Se você não faz parte da categoria de gestantes ou parturientes, te encorajo a auxiliar as mulheres que você talvez conheça e que estão nessa situação; que Deus te use para abençoa-las como usou pessoas para me abençoar.
A Ele sou grata por cada lágrima derramada e cada riso dado durante meu puerpério! A Ele toda glória.
Quartinho pronto, enxoval completo, lembrancinhas de maternidade feitas. Nas últimas semanas de gestação eu corri para tudo estar preparado...
Boa garota!
Você trabalhou duro para chegar aqui. Você é linda, inteligente, esperta - basta olhar pra saber. Mas há algo mais que nós duas também sabemos. Você sabe que ser boa não é o suficiente.
Você não é perfeita – e você sabe que não é. Por mais que todos ao redor vejam o que você permite que eles vejam, você e eu sabemos que lá dentro, escondido do mundo (ou mesmo não), há um mundo de imperfeição. E junto com esse mundo de imperfeição, uma estranha expectativa de juízo.
Admita você ou não, você sabe que existe um padrão. Um padrão que faz você sentir que você não faz o suficiente. Que faz você sentir que existe algo mais, algo além do que eu e você podemos ver. Esse padrão grita no seu coração e exige de você nada menos que a Perfeição.
A boa notícia é que esse padrão não é algo que o mundo te impõe, não é algo que você mesma criou, mas algo que o Criador colocou no seu coração. Ele é o Padrão Perfeito e exige de nós nada menos que perfeição.
A má notícia é que não importa o quão duro você tente, você nunca vai conseguir alcançar o padrão sozinha. Nossos melhores esforços para ser a nossa melhor versão, esbarram irremediavelmente no muro da frustração. Realmente não há nada que você ou eu possamos fazer.
A boa notícia é que aquele que criou você, que te ama e que te quer perto de si mandou seu Filho Perfeito para cumprir o padrão e fazer tudo o que eu e você jamais seríamos capazes de fazer sozinhas. E Ele nos oferece sua Perfeição, a perfeição que nos traz de volta ao Criador, que nos faz andar sem culpa, que nós dá livre acesso e confiança, que nos faz renegar o pecado, que nos transforma à semelhança de sua Perfeição. Que nos confere identidade, que nos concede sentido, que nos dá propósito e expectativa de vida. E é de graça. E é pela fé. E é tudo por meio Dele. Porque por nós mesmas não podemos fazer nada.
E essa é a melhor notícia do mundo!
"Pois o amor de Cristo nos constrange, porque estamos convencidos de que um morreu por todos; logo, todos morreram. E ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. De modo que, de agora em diante, a ninguém mais consideramos do ponto de vista humano. Ainda que antes tenhamos considerado a Cristo dessa forma, agora já não o consideramos assim. Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas! Tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, ou seja, que Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não lançando em conta os pecados dos homens, e nos confiou a mensagem da reconciliação. Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo lhes suplicamos: Reconciliem-se com Deus. Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus." 2 Coríntios 5:14-21
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Boa garota! Você trabalhou duro para chegar aqui. Você é linda, inteligente, esperta - basta olhar pra saber. Mas há algo mais que nós dua...
Nós somos mulheres. Nós somos especialistas em espelhos. Eles são quase nossos melhores amigos. Difícil imaginar nossa vida se os espelhos simplesmente sumissem. De fato, estamos sempre procurando por espelhos. Mesmo que umas mais do que outras, nenhuma de nós os ignora completamente. Existem alguns fatos interessantes a respeito de espelhos e mulheres:
- Nos não conseguimos ignorar os espelhos. Nós nunca desprezamos um espelho. É engraçado como é quase impossível passar por um espelho e não dar uma olhadinha. E é engraçado como é quase impossível olhar para um espelho e não fazer nada.
- Nós buscamos por espelhos. E fazemos isso pq estamos sempre preocupadas (mesmo que em diferente medida) com a nossa aparência. Sempre queremos checar se há algo errado, algo pra consertar, algo pra melhorar. Nós nos importamos com a nossa aparência e queremos que esteja tudo ok e o espelho é um excelente aliado.
- Nós reconhecemos quando um espelho é digno de confiança ou não. Nós percebemos quando um espelho tem algum tipo de grau e rejeitamos a imagem refletida nele. Nós também sabemos quando um espelho é fiel e confiamos na imagem que ele reflete.
- Nós confiamos em espelhos. E a prova de que confiamos nos espelhos é que sempre fazemos algo diante dele, a partir do que Ele nos mostra. Nossa atitude automática é fazer algo se ele nos mostrar que há algo pra fazer, seja o que for.
Sim! De espelho nós entendemos! E sempre me impressiona como Deus nos entende e como Ele se revelou a nós. Talvez nenhuma comparação seria mais clara para nós hoje do que a comparação entre a Palavra de Deus e Espelhos. E é exatamente essa a comparação que Tiago faz no primeiro capítulo de sua carta. Ele compara a Bíblia com um espelho. Ele compara o ato de olhar para um espelho com o ato de olhar para as Escrituras.
Tiago 1:22,23 - Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, enganando-se a si mesmos. Aquele que ouve a palavra é semelhante a um homem que olha a sua face num espelho...
A Palavra de Deus é como o espelho do nosso interior.
- O ESPELHO nos mostra a verdade. A verdade a respeito da nossa aparência, de como estamos do lado de fora. A PALAVRA DE DEUS nos mostra a verdade. A verdade a respeito de como está o nosso interior (e o nosso exterior tb, algumas vezes).
- O ESPELHO nos mostra a como estamos. A PALAVRA DE DEUS nos mostra quem somos.
- O ESPELHO mostra minhas rugas, minhas manchas. Ele me mostra o que eu preciso arrumar, limpar, melhorar. A PALAVRA DE DEUS me mostra minhas imperfeições, meus pecados, minhas falhas. A PALAVRA DE DEUS mostra o que eu preciso mudar na minha vida.
Tiago 1:23,24 - Aquele que ouve a palavra, mas não a põe em prática, é semelhante a um homem que olha a sua face num espelho e, depois de olhar para si mesmo, sai e logo esquece a sua aparência.
Mas se eu apenas olho pro ESPELHO e finjo que não é comigo e que não há nada a fazer, estarei enganando a mim mesma e continuarei exatamente como estou. Olhar para o ESPELHO e não fazer nada de nada adianta.
Se eu apenas leio/ouço a PALAVRA DE DEUS e finjo que não é comigo e que não há nada a fazer e obedecer, estarei apenas enganando a mim mesma e continuarei exatamente como estou. Ler/ouvir a PALAVRA DE DEUS e não obedecer de nada adianta.
Amamos espelhos, buscamos espelhos, confiamos em espelhos, reagimos a espelhos. É fato! Nós nunca olhamos para um espelho e não tomamos uma atitude! Nem que seja arrumar aquele fiozinho de cabelo fora do lugar, ajeitar a roupa ou apertar os lábios pra retocar o batom. Mas não fazemos o mesmo com o espelho da nossa alma - a Palavra de Deus. Infelizmente confiamos nos nossos espelhos, mas não confiamos na Palavra de Deus. Nós obedecemos aos nossos espelhos, mas não obedecemos à Palavra de Deus.
Tiago 1: 25 - Mas o homem que observa atentamente a lei perfeita que traz a liberdade, e persevera na prática dessa lei, não esquecendo o que ouviu mas praticando-o, será feliz naquilo que fizer.
A Palavra de Deus é o espelho da nossa alma. Ela mostra a realidade de nós mesmas, quem nós somos, nossas imperfeições, nossas inclinações perversas, nossos desejos escondidos, nossas atitudes egoistas, as intenções do nosso coração. Ela é o espelho perfeito, sem graus, sem falhas, digno de nossa total confiança.
Devíamos estar diante da Palavra de Deus assim como estamos diante de nossos espelhos:
- frequentemente: não desperdiçando nenhuma oportunidade
- intencionalmente: buscando descobrir o que precisa ser melhorado
- confiadamente: crendo no que ela nos diz sobre nós e sobre a realidade que nos cerca
- humildemente: admitindo nossas falhas e fraquezas
- em atitude obediente: fazendo o que precisa ser feito
- em atitude dependente: buscando ajuda para mudar.
Que eu olhe para a Palavra de Deus como olho para o meu espelho, todo dia. Que eu busque a Palavra assim como busco a espelhos, preocupada se há algo de errado em mim. Que eu não ignore a Palavra de Deus como não ignoro espelhos, mas que me seja impossível evitar dar aquela olhadinha. Que eu procure a Palavra de Deus como procuro por espelhos, buscando saber o que ela tem a me dizer sobre mim mesma, buscando orientação para corrigir o que há para ser corrigido. Que eu confie na Palavra como confio no meu espelho, reconhecendo que ela sempre me mostra a verdade sobre mim. E que eu demonstre a minha confiança na Palavra de Deus ao tomar alguma atitude e fazer o que ela diz que eu preciso fazer. Que cada vez que eu olhar para o espelho, me lembre do espelho da minha alma - A PALAVRA!
Pois aquela observa atentamente a lei perfeita que traz a liberdade, e persevera na prática dessa lei, não esquecendo o que ouviu mas praticando-o, será feliz naquilo que fizer.
Nós somos mulheres. Nós somos especialistas em espelhos. Eles são quase nossos melhores amigos. Difícil imaginar nossa vida se os...
‘Eu acho que eu não vou dar conta!’ Já repeti essa frase inúmeras vezes, algumas com lágrimas nos olhos. Parei pra pensar que, se o fardo que Jesus nos oferece é tão leve, porque estamos tão sobrecarregadas, esgotadas, estressadas, ansiosas, culpadas, já morrendo?
O fato é que somos acumuladoras de fardos. Como se não já os tivéssemos o bastante, sempre conseguimos pegar mais um. Fardos que nós mesmos escolhemos carregar e que nos esmaga. Obrigações, padrões regras que aceitamos, mas que Cristo nunca exigiu de nós.
- Fardo de ser uma dona de casa impecável.
- Fardo de ter o corpo perfeito
- Fardo de sempre estar bem apresentável
- Fardo de ser a rainha do homescholling
- Fardo de ter filhos perfeitos
- Fardo de ter o casamento perfeito
- Fardo de não deixar louça na pia antes de dormir (acredite: algumas se culpam profundamente se falharem nisso)
- Fardo de não sair sem maquiagem
- Fardo de responder todas as mensagens
- Fardo de estar sempre disponível para todos
- Fardo de ser sempre disponível.
- Fardo de ser perfeita, impecável.
De fato, algumas de nós carregam fardos pesados demais. E se sentem culpadas porque não dão conta (e quem daria?). E de onde tiramos tudo isso? Daquilo que julgamos ser necessário fazer ou ser para sermos aceitas pelos outros ou por Deus. Tiramos esses fardos da nossa cabeça criativa, do que aprendemos durante a vida, do que vemos nos outros. Embora sejam coisas até louváveis, temos alguns problemas essenciais:
- Na maioria dos casos, nossos fardos são deturpações daquilo que Deus espera de nós.
- Além disso, nossos fardos pesam sobre nós pq são o nosso padrão falando mais alto que o padrão de Deus.
- Muitas vezes, os fardos que carregamos escondem pecados sérios no nosso coração: inveja, temor de homens, desejo de agradar aos outros, orgulho, competição, vaidade, comparação, perfeccionismo.
- Às vezes, os fardos que carregamos simplesmente refletem ignorância: não conhecemos o verdadeiro fardo de Cristo. Não conhecemos o que Ele realmente espera de nós.
E por isso eles nos sobrecarregam. Mas o fardo de Cristo é leve.
Às vezes só precisamos fazer como Maria, sentar aos pés do mestre e aprender mais da sua Palavra, aprender mais daquele que é manso e humilde de coração e, então, encontrar descanso para nossas almas.
Cristo grita nos nossos ouvidos hoje: Renata, Renata... se sobrecarregas com muitas coisas, mais só uma é necessária. Coisas até boas, mas não vitalmente necessárias.
E o que Cristo exige de nós? Como saber o que ele realmente exige de nós e o que outros ou eu mesmo estou exigindo? Aquietando um pouco o nosso lado ‘Marta’ e sendo um pouco mais ‘Maria’, sentando-nos aos pés do nosso Mestre e aprendendo mais sobre o que Ele espera de nós. Abrindo a nossa Bíblia e observando o nosso caminho, nossas escolhas, nossos fardos segundo a sua Palavra!
Às vezes, um exame breve é necessário para ajustar nosso foco e nos trazer alívio. A diferença, em alguns casos, pode parecer sútil... mas, de fato, é libertadora.
- Deus não disse que minha casa tem que ser impecável como uma casa de revista: Deus disse que eu devo ser uma boa administradora daquilo que ele me deu e que minha casa deve servir aos outros.
- Deus não disse que eu tenho que ter o corpo perfeito igual ao da dona do Instagram: disse que eu tenho que cuidar do meu corpo e da minha saúde.
- Deus não disse que eu devo estar sempre na moda: disse que eu devo estar sempre apontada de mansidão e humildade.
- Deus não disse que eu tenho que ser a rainha do homescholling: disse que eu devo ser responsável pela educação dos meus filhos.
- Deus não disse que eu tenho que ter filhos perfeitos, Santos, salvos: disse que eu devo ensiná-los na disciplina e na admoestação do Senhor.
- Deus não disse que tenho que estar sempre disponível para todos e dizer sim para tudo: Deus disse que eu tenho prioridades e que devo respeitar essas prioridades a fim de cumprir bem as responsabilidades que Ele me deu.
- Deus não disse que eu não poderia mais pecar: disse que se eu pecar, tenho advogado junto ao Pai!
E o mais importante:
- Deus não disse que eu tenho que cumprir todas essas coisas para ser aceita, porque Cristo cumpriu tudo em meu lugar. Só isso já transforma o peso de cada uma dessas coisas, porque não pesa mais sobre mim o peso insustentável de precisar fazê-las para ser aceita por Ele, mas pesa sobre mim o suave e deleitoso fardo de fazê-las pq Ele já me aceitou... e ainda me ajuda a fazê-las!
O fardo de Cristo é leve:
- Porque nos libera do peso da auto-justificação,
- Porque nos liberta do peso de uma justiça própria
- Porque nos libera do peso desejo excessivo pecaminoso de agradar os outros
- Porque nos liberta do peso do perfeccionismo
- Porque nos leva para perto de Deus.
- Porque é um fardo que ele nos ajuda a carregar
- Porque é um fardo que ele mesmo carrega
- Porque é um padrão que ele mesmo cumpriu
E todo fardo dividido com Cristo se torna mais leve.
E mais uma vez Cristo nos fala:
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” Mateus 11:28-30
Cristo grita nos nossos ouvidos hoje:
Renata, Renata... se sobrecarregas com muitas coisas, mais só uma é necessária. Coisas até boas, mas não vitalmente necessárias. Ame a Deus sobre todas as coisas, busque o seu Reino em primeiro lugar, tema ao Senhor, observe a sua palavra.
Temos uma oferta irrecusável. Trocar nossa infinidade de fardos desnecessários pelo fardo de Jesus que é leve. E é leve porque ele mesmo carrega. Porque ele nos ajuda a carregar. Todo fardo que carregamos por nós mesmas se torna pesado. Todo fardo dividido com Cristo se torna leve.
Que Cristo nos ajude a jogar tantos fardos desnecessários fora e descansar na leveza que Ele nos oferece.
Um abraço carinhoso,
Renata Veras.
‘Eu acho que eu não vou dar conta!’ Já repeti essa frase inúmeras vezes, algumas com lágrimas nos olhos. Parei pra pensar que, se o ...





