Pages

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Confissões de uma mulher insubmissa


por Isa Cavalcante Martins

“Mulheres, sujeitem-se a seus maridos, como convém a quem está no Senhor.” (Colossenses 3.18)

Não é fácil confessar pecados, muito menos publicamente. Mas o medo de encarar os olhares de alguns não pode ser maior que a alegria de poder ajudar pessoas que estão lutando contra os mesmos pecados que você. É por isso que eu decidi escrever esse texto. Quero compartilhar com vocês as minhas lutas cotidianas, quero mostrar as minhas fragilidades que são tão semelhantes às suas. Quero que vocês me vejam como a pecadora que sou, e que reconheçam que se faço algo bom é tão somente pela imensa graça de Cristo, pelo poder dele que se aperfeiçoa em meio as minhas muitas fraquezas.

Perdi meu pai aos quatorze anos. Desde então, passei a viver apenas com minha mãe e minha irmã. Morando em uma casa sem a presença masculina, tive que aprender a me virar sozinha. Aprendi a trocar lâmpadas, a matar baratas, a desentupir fossa e muitas outras coisas. Orgulhava-me em dizer que era o homem da casa. Por me sentir muito esperta e independente, a ideia de ser submissa a um homem não fazia nenhum sentido para mim. Eu me achava perfeitamente capaz de fazer minhas escolhas e de conduzir minha vida. Não queria um marido para mandar em mim.

Mesmo sendo cristã, eu não dava a devida importância ao padrão de submissão proposto pelas Escrituras. Fui sutilmente influenciada pelo feminismo, o que me levou a encarar a submissão como uma conduta impropria para as mulheres livres, inteligentes e independentes da minha época. Embora eu achasse as mulheres da Bíblia exemplares e inspiradoras, eu não queria ser como elas – mais que isso, eu não precisava ser como elas. Para mim, a submissão era apenas uma possibilidade, mas não uma obrigação minha enquanto cristã.

Quando meu esposo e eu começamos a namorar, logo ele percebeu que eu tinha uma enorme dificuldade em me submeter e começou a confrontar esse pecado em meu coração. Durante os anos de namoro e principalmente agora através do casamento, minha visão acerca do que é submissão se modificou bastante. Hoje eu entendendo que Cristo me manda ser submissa e que isso é o melhor para mim. É nessas certezas que me firmo todos os dias. É no evangelho que busco forças para lutar contra a minha personalidade controladora e ser a esposa submissa que Deus espera que eu seja.

Com o tempo, fui percebendo que muitas mulheres cristãs também têm dificuldade de ser submissas. Não há um só grupo de conversas femininas do qual eu tenha participado sem que a submissão tenha sido alvo de discussão. Isso se deve principalmente ao fato de não compreendermos o verdadeiro significado da submissão proposta pela Bíblia.

Ao longo de minhas observações e conversas, percebi que tanto homens quanto mulheres têm uma visão equivocada do que a submissão realmente significa. Na maioria dos casos, a submissão tem sido associada a passividade feminina diante da autoridade masculina, como se a mulher fosse uma espécie de robô que obedece sem nenhuma objeção a tudo aquilo que o homem ordena.

Esquecemo-nos que a submissão feminina proposta pela Bíblia só pode ser praticada plenamente em conformidade com um padrão santificado de liderança masculina. A mulher deve ser submissa no Senhor, ou seja, ela deve se submeter de uma maneira que agrade e glorifique a Deus.

Mas não se enganem, queridas. O fato de termos que conviver com homens indignos de nossa submissão não nos dá o direito de desonra-los. Longe disso, devemos procurar ser instrumentos de edificação em suas vidas, e isso só será possível através de uma postura mansa e prudente.

“Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavra.” (1Pedro 3.1)

Submeter-se é sempre difícil, mesmo quando temos como líderes homens justos e fieis a Deus. Penso que um dos efeitos do pecado na personalidade feminina é o desejo exacerbado pelo controle. Conheci pouquíssimas mulheres que não possuem uma personalidade controladora e oro incessantemente ao Senhor para me tornar uma dessas raras mulheres. Nós queremos o tempo todo que as coisas aconteçam exatamente como planejamos. Tentamos controlar cada detalhe de nossas vidas, diminuindo não só o papel masculino em nos liderar, mas principalmente pecando contra Deus ao desprezar sua soberania.

Nossa dificuldade de nos submetermos aos nossos maridos é apenas um aspecto de um problema bem maior, que é a nossa resistência pecaminosa em nos submetermos a Deus. Nós buscamos encontrar falhas na liderança masculina numa tentativa de desculpar a nossa insubmissão ao Evangelho, mas ser submissa não retira de nós a responsabilidade pelos nossos pecados. Mesmo quando somos mal lideradas pelos homens, não temos desculpas, pois nosso principal exemplo de liderança é Cristo, e ele foi incorruptível. É por meio dele e por amor a ele que nos submetemos.

“Sujeitem-se uns aos outros, por temor a Cristo. Mulheres, sujeitem-se a seus maridos, como ao Senhor.” (Efésios 5.21-22)

O processo de santificação é lento e, por vezes, muito doloroso, mas vale a pena passar por ele. Não há alegria maior do que olhar para quem éramos e ver o quanto o Senhor já fez em nós. Mesmo estando ainda longe de ser a mulher de provérbios 31, prossigo na luta, crendo que o Deus que começou boa obra em minha vida será fiel para completá-la.

Que possamos, a começar de mim, buscar força e auxílio em Cristo para vencer os impulsos de nossa natureza pecaminosa e exercer a submissão com prazer e alegria. Que nos submetamos completamente ao Espírito Santo, lançando sobre ele todas as nossas ansiedades e lhe entregando o total controle de nossas vidas, pois só assim nos tornaremos capazes de ser mulheres verdadeiramente submissas.

Um abraço de uma pecadora em constante luta contra e a insubmissão.
Isa.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Lugar de mulher é onde DEUS disser.



LUGAR DE MULHER É ONDE DEUS DISSER!
(O mínimo que toda mulher deve saber para entender seu lugar no mundo)


Lugar de mulher NÃO é onde ela quiser.

Ao contrário do pensamento humanista que vê o homem como centro e medida de todas as coisas, completamente livre e capaz de escolher o melhor para si mesmo, a minha abordagem parte do pressuposto teísta cristão e do fundamento da autoridade bíblica.

Pressuposto teísta cristão. Parto do princípio de que o mundo não é fruto de uma explosão, mas é obra intencional, boa e perfeita de um Deus que criou todas as coisas para a sua glória.

Depravação total. Deus criou tudo bom e perfeito, mas a entrada do pecado marcou de forma drástica e completa a natureza, a humanidade e as relações. Homem e mulher entraram em inimizade com Deus e tomaram para si o direito de definirem a si mesmo. O plano original de homem e mulher atuando em cooperação harmoniosa sob a liderança altruísta e abnegada masculina foi maculado tomando o seu lugar uma guerra entre os sexos.

Autoridade Bíblica. Fundamento minha abordagem no princípio da autoridade bíblica e na inspiração plenária e verbal das Escrituras. A Bíblia é a revelação especial de um Deus bom que busca o ser humano e lhe dá diretrizes com a finalidade de reestabelecer o seu relacionamento com Ele e com o próximo e viva bem. É através dela que conhecemos a boa, agradável e perfeita vontade de Deus para cada área de nossas vidas.

Contrário ao ensino que diz que a mulher só encontra felicidade e significado através da autonomia, autoridade e liberdade pessoal, parto do princípio de que a felicidade e a realização da mulher só podem ser encontradas no reencontro com o Criador.

Lugar de mulher é onde Deus disser.

Sendo o autor da criação, Deus é o único que tem autoridade e direito de definir e estabelecer o funcionamento e as regras para a vida individual e para as relações segundo o seu plano soberano e bondoso. E o que Deus diz sobre o lugar da mulher? O que Deus requer da mulher?

Existem alguns princípios bíblicos fundamentais que determinam esse lugar. O princípio do pleno desenvolvimento e exercício de suas capacidades (dons, talentos, capacidades intelectuais). O princípio da atuação para o bem da criação e da humanidade e para a glória de Deus – mandato cultural (desenvolvimento e cuidado do núcleo mais básico da sociedade). E o princípio que trata de discernir os tempos e aproveitar da melhor forma possível todas as oportunidades.

Pleno desenvolvimento e exercício de suas capacidades (dons, talentos, capacidades intelectuais)

Entender o verdadeiro lugar da mulher no mundo passa pelo entendimento das intenções do Criador ao projetá-la segundo revelado nas Escrituras Sagradas. Ao tratar do lugar da mulher, opiniões, preferências e gostos pessoais são completamente irrelevantes. O importante é o plano e a vontade de Deus estabelecidos no momento da criação. (Trago aqui um resumo de um trabalho maior sobre a gênese feminina que pretendo publicar posteriormente e do qual extraí alguns trechos mais importantes para a presente questão.)

Deus criou a mulher à sua imagem e a dotou de capacidades intelectuais, criativas, sociais. A criação da mulher está incluída no ‘muito bom’ da obra de Deus. O propósito de sua criação aponta para a sua dignidade e necessidade. O suspiro poético de identificação e gratidão de Adão ao encarar pela primeira vez o presente amoroso que o Criador havia preparado demonstra a admiração e o reconhecimento de seu valor, numa atitude de completa parceria e não rivalidade (Gn 2:23).

“Entender que a mulher carrega a imagem de Deus afasta qualquer ideia de que ela seja menos digna ou possa ser tratada de qualquer forma. A imagem de Deus na mulher garante a ela os ‘direitos humanos’ e a desaprovação cabal do Criador contra qualquer tipo de abuso, maus tratos, violência, morte ou privação de direitos (veja o exemplo das filhas de Zelofeade em Números 27). Para textos difíceis do Antigo Testamento tenho outro trabalho tratando especificamente de cada um deles.”

O entendimento correto da gênese feminina exclui qualquer entendimento equivocado de que a mulher foi criada com capacidades limitadas e inferiores. A natureza física e biológica diferente e mais delicada da mulher é naturalmente observável e não requer comentários. O próprio potencial para a maternidade (pense na gestação, parto, resguardo, amamentação) coloca a mulher em uma posição digna de cuidado, provisão e proteção especiais. Mas pensar a mulher como naturalmente vulnerável, fraca intelectualmente além de ser incompatível com a observação simples da realidade, é desprezar a criatura e diminuir a obra do Criador. Nada no relato da criação indica que a mulher foi criada com capacidades limitadas.

Ao criar a mulher à sua imagem e dotá-la de incrível intelecto, criatividade e capacidade, Deus faz isso com intenção clara. Deus não daria tais capacidades à mulher para que fossem ignoradas, sufocadas, desprezadas ou subutilizadas. Deus deseja que a mulher use toda a capacidade dada por Ele para a sua glória.

A mulher foi criada do homem e para o homem (I Co 11:8,9), mas isso não significa que ela é um apêndice, dispensável. Ela é necessária (Gn 2:18). Existe um princípio de mutualidade claro nas Escrituras: nenhum é independente do outro (I Co 11:11). A mulher tem uma missão em parceria indispensável com o homem que funciona de acordo com uma organização econômica, funcional, em parceria complementar debaixo do cuidado, proteção e provisão da liderança masculina. Note que a liderança masculina nas Escrituras sempre é apresentada em termos de responsabilidade e não de privilégios.

Em outras palavras, honrar sua natureza feminina e o seu Criador é desenvolver da melhor maneira possível todo o potencial (criativo, artístico, intelectual, social, etc) projetado por Deus e usá-lo em parceria complementar harmoniosa (contrário de competição) com o homem. Uma boa mordomia multiplica as capacitadas, os talentos, aproveita bem o tempo e as oportunidades.

Atuação para o bem da criação e da humanidade e para a glória de Deus – Mandato Cultural


A mulher tem a responsabilidade de desenvolver suas capacidades e usá-las para cuidar da natureza, das pessoas, dos animais de maneira que glorifique o Criador. Cada uma, de acordo com as capacidades dadas por Deus, tem uma missão específica e um modo especial de realizar essa missão.

“A igualdade entre homem e mulher também pode ser vista no Mandato Cultural que estabelece que homem e mulher são co-regentes na tarefa de cuidar e abençoar a terra e de espalhar e espelhar a glória de Deus através da família (Gn 2:26-28). A mulher recebe o dever e a responsabilidade cultural de usar as capacidades dadas por Deus para agir para o bem do universo criado e da família, núcleo mais básico da sociedade, em parceria complementar indispensável sob o cuidado da liderança masculina.”

Toda mulher deve trabalhar duro. Enxergar a mulher como criada com uma licença especial para a vida mansa é uma compreensão equivocada da criação da mulher. A mulher não foi mandada ao mundo à passeio.

“TODA mulher DEVE trabalhar duro (seja em casa ou fora dela). Deus não aceita a preguiça. Deve exercer o mandato cultural de Gênesis 2, deve por em ação seus talentos dados por Deus para o bem da humanidade e exercer seus dons concedidos pelo Espírito Santo para a edificação da igreja de Cristo.
O mais importante é que todo o esforço de labuta, todos os planos e projetos devem ser submetidos ao Senhor, considerando Seu querer e Sua vontade, buscando glorificar e espalhar a Sua glória por onde passar - tudo deve ser feito por causa Dele, por meio Ele e para Ele.
Deus nos capacitou e espera que usemos isso para a Sua glória. E em cada circunstância sigamos agindo de acordo com nossa natureza feminina, agindo com espírito manso e tranquilo, em atitude de verdadeira submissão em primeiro lugar a Deus.”

Desenvolvimento e cuidado do núcleo mais básico da sociedade

Assim como não foi sem intenção que Deus deu capacidades à mulher, não foi à toa que a criou com o potencial sobremodo maravilhoso da maternidade.

Dentro do mandato cultural, destaca-se então para a mulher sua missão materna. É uma grande tolice desprezar a importância dessa missão ou coloca-la em um status inferior a qualquer outra. A maior contribuição de uma mulher para a sociedade pode estar no cuidado intencional e zeloso do núcleo mais básico da sociedade, a família.

“A diferença mais óbvia e mais difícil de negar é a diferença física. Apesar disso, essas diferenças tem sido alvo do desprezo das filosofias anti-bíblicas que veem a condição física da mulher, bem como a maternidade, como um empecilho para sua plena igualdade de oportunidades. A missão maravilhosa da maternidade carrega um peso social elevadíssimo dentro do mandato cultural e missiológico da mulher e, embora não seja a única missão feminina, tem caráter prioritário para aquelas a quem Deus a concedeu.”

Aquelas a quem Deus concede a missão da maternidade e lhes entrega pequenas vidas sob seus cuidados não deve duvidar de sua prioridade. Essa missão deve ser realizada com todo o zelo e cuidado, reconhecendo sua importância e valor.

Discernir os tempos e aproveitar da melhor forma possível todas as oportunidades

Os princípios delineados acima são absolutos, mas a aplicação deles pode significar diferentes coisas de acordo com o tempo e com as oportunidades de Deus para cada mulher em específico. A melhor forma para entender o que Deus espera de cada mulher é entender que existem ‘tempos e tempos’ em sua vida. Não existem fórmulas prontas ou absolutos totais que resumam debaixo de uma sentença só o que toda mulher pode ou deve fazer ou não.

Seguem algumas considerações sobre a aplicação desses princípios em alguns dos principais ‘tempos’ da mulher.

Juventude, solteirice – àquelas a quem Deus não intencionou (temporariamente ou definitivamente) o casamento deve aproveitar seu tempo e oportunidades para desenvolver tudo aquilo que Deus lhe concedeu para a glória de Deus e para o bem do universo criado e dos que estão ao seu redor. Aquelas que ainda não são casadas possuem tempo e oportunidades que devem ser investidos e aproveitados com estudo diligente e trabalho duro.

Casada e sem filhos (que ainda não os tiveram, não terão ou que os já tem crescidos) – o casamento traz à mulher uma série de responsabilidades e uma missão específica de atuar como auxiliadora de seu marido. Já escrevi algumas coisas em outra oportunidade sobre o assunto no texto “Esposa Em Tempo Integral. Posso Trabalhar Fora? Princípios Que Vão Te Ajudar A Tomar Essa Decisão” que resumem bem a aplicação desses princípios nessa situação específica (link do texto):

“Se você é casada, o marido deve ser sua prioridade. O melhor do seu tempo deve ser para o seu marido. De que os filhos precisam de nosso tempo não há dúvidas, mas muitas vezes esquecemos que nosso marido também precisa dele. Devemos dedicar tempo e disposição intencional para ser a cooperadora e a auxiliadora idônea e necessária criada por Deus para complementar nosso marido. Isso vai bem além de cozinhar, lavar a roupa e organizar a bagunça. Envolve ouvir, dividir as cargas, acompanhar, ajudá-lo em suas obrigações, interceder por ele. Envolve disponibilidade e disposição.

Quando não se tem filhos (ou os filhos já estão crescidos) há a possibilidade de que, mesmo se dedicando com zelo ao lar e priorizando o marido, se tenha algum tempo livre a mais. (Certamente isso é muito particular e vai depender do seu dia-a-dia – se a casa grande ou pequena, por exemplo, ou da rotina do seu marido - trabalha a noite e passa o dia em casa, por exemplo, etc.)

Se esse for o caso e houver tempo disponível (que certamente haverá), acredito que esse tempo deve ser bem utilizado de acordo com o que falei no início desse texto: de forma sábia, produtiva, criativa, aproveitando as oportunidades e respeitando as prioridades. Você não tem licença divina para passar o dia inteiro, todos os dias, deitada no sofá assistindo seriado no netflix, vendo as atualizações do facebook ou batendo papo no whatsapp.

Cada mulher deve decidir diante de Deus qual a forma mais proveitosa de utilizar seu tempo a fim de fazer bem para a sua família e trazer glória ao Seu nome. As possibilidades são as mais diversas (dentro ou fora de casa): aproveitar esse tempo para estudar, para se capacitar, para desenvolver um ministério ou até mesmo para trabalhar fora”

Casada e com filhos – Se recebemos filhos da parte do Senhor, precisamos reconhecer o peso da responsabilidade que repousa sobre a nossa missão. Creio que o melhor dos nossos esforços e energia devem ser dedicados ao cuidado com nossa família. Creio também ser muito difícil, pelo menos nos primeiros anos de vida, cumprir nossa missão com zelo enquanto dividimos nosso tempo e energia com um trabalho que nos tira do lar.

Mas, mesmo enquanto os filhos são pequenos e nossa missão exige que estejamos por perto, não temos licença para usar indiscriminadamente o tempo que nos sobra e as oportunidades que Deus coloca diante de nós. A luta diária com crianças pequenas é grande, mas devemos aproveitar os pequenos momentos de forma consciente e produtiva. Estudar, escrever, praticar a hospitalidade. Ou mesmo ajudar nas finanças do lar através de alguma atividade feita em casa.

Uma nota é fundamental aqui! Existe o ideal e existe a triste realidade resultante do pecado. Muitas mulheres amargam as consequências da queda em seus lares e simplesmente não podem desfrutar do privilégio de desempenhar a sua missão da forma ideal. Mães solteiras por causa de mortes ou infidelidade, dificuldades financeiras por causa de desemprego do provedor ou por causa da situação econômica do país muitas vezes exigem que a mulher assuma outras responsabilidades e dividam seu tempo.

Deus conhece as nossas lutas e conhece o nosso coração. Sabe quando nos ausentamos do lar por falta de alternativa e continua cuidando de nós. Assim como também sabe quando nos ausentamos simplesmente porque preferimos estar fora, porque não nos contentamos com uma vida modesta e nos acostumamos a viver com muito ou porque damos mais valor à nossa missão como profissional do que à nossa missão como mãe.


O lugar da mulher é onde Deus disser. E onde Deus diz que a mulher deve estar?

Deus deseja que cada mulher esteja em pleno desenvolvimento e exercício de suas potencialidades (dons, talentos, capacidades intelectuais), cumprindo seu mandato cultural de forma produtiva, atuante e relevante (no lar, na igreja, no mundo) para a glória de Deus, observando os princípios de complementaridade, discernindo os tempos e aproveitando todas as oportunidades.

Cada uma de nós haverá de prestar contas de como administramos tudo aquilo que Deus nos deu: capacidades, intelecto, família, dons, tempo e oportunidades.

O plano e a vontade de Deus para a mulher não é mesquinha e limitadora. A mulher que busca ser o que Deus planejou e estar onde Ele designou faz diferença no mundo e marca a sua geração. Ela estará sempre preparada para qualquer situação, mesmo as mais difícies. Não apenas porque cuida de usar bem tudo o que o Senhor lhe deu, mas, acima de tudo, porque tem a confiança de estar no centro da vontade de Deus, confiante em sua vontade soberana e debaixo do seu cuidado de amor.

Que honremos a nossa natureza feminina e glorifiquemos ao nosso Criador com tudo aquilo que Ele nos deu. Sem sombra de dúvidas isso é o melhor para nós.
Um abraço,
Renata Veras.


RECURSOS PARA DOWNLOAD - CANECA:
Atendendo a muitos pedidos, disponibilizo a arte para confecção da caneca 'Lugar de Mulher é onde Deus disser' das Mulheres em Apuros.

Outra opção ainda mais interessante e com grandes benefícios é você adquirir a caneca prontinha direto de um jovem casal de missionários que se preparam para o campo muçulmano. Eu cedi os direitos de produção e todo o lucro da venda das canecas vai para o treinamento e projeto missionário deles. Além de ter a caneca, você ainda contribui para a obra de expansão do Reino através da vida desse casal. O contato para adquirir a caneca diretamente deles é através do whatsapp: 85 988550026

Caneca 'Lugar de Mulher' Floral
(clique na imagem, espere ela abrir, clique no botão direito do mouse e escolha a opção 'salvar como')



Caneca 'Lugar de Mulher' Listrada
(clique na imagem, espere ela abrir, clique no botão direito do mouse e escolha a opção 'salvar como')


ATENÇÃO: Os recursos disponibilizados por Mulheres em Apuros é exclusivo para uso pessoal e não para uso comercial. Você está autorizado a visualizar, enviar por e-mail, fazer download ou imprimir cópias do conteúdo, mas somente para seu uso pessoal, sem fins comerciais. Você não poderá modificar, copiar, distribuir, transmitir, exibir, executar, reproduzir, publicar, licenciar, criar trabalhos derivados, transferir ou vender as informações obtidos neste blog, salvo se expressamente permitido. O uso não autorizado do conteúdo poderá ser interpretado como violação das leis de direito autoral, de marca comercial e de outras leis.

imagem ilustrativa do post: Shutterstock

Publicado originalmente em 26/04/2016

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Verdadeiramente bela, recatada e do lar


*este texto não se propõe a ser uma análise do discurso midiático e de suas intenções sociais e políticas. Este texto aproveita o burburinho em torno do mote 'bela, recatada e do lar' para promover uma reflexão a cerca da visão, do valor e do significado dessas virtudes nos dias de hoje e à luz das Escrituras

Verdadeiramente bela, recatada e do lar.

Uma nota no jornal e milhões de comentários inflamados. Qual o problema mesmo?

Quem diria que chegariam tempos em que precisaríamos defender a beleza, a decência e a família. Pois bem, eis que esses tempos chegaram!

Tempos de completa desestruturação de todo tipo de valor. As ‘belas-artes’ são um amontoado de formas grosseiras, desconexas e agressivas. Os valores são relativos. A família é (ou simplesmente não é) à gosto de cada um. Certamente os atributos dignos de exaltação pelos que professam ódio mortal pelos adjetivos ‘bela’, ‘recatada’ e ‘do lar’ sejam ‘feia’, ‘depravada’ e ‘anti-família’.

Sobre a pessoa que ensejou tamanho burburinho, nem saberia dizer se é realmente ‘bela, recatada e do lar’ (e isso é completamente irrelevante). O importante é entender o porquê de tamanha reação e, no final das contas, chegar à conclusão sobre que mal há e que virtude existe em cada uma dessas qualidades.

Que mal há em ser bela? Que mal há em ser recatada? Que mal há em ser do lar?
Procurei, mas não consegui encontrar nada negativo para escrever sobre essas três qualidades. Por outro lado, poderia facilmente escrever muitos e muitos parágrafos sobre os males infindáveis de ser ‘desagradável’, ‘despudorada’ e ‘anti-família’, mas creio que um pouco de bom senso do leitor é suficiente para preencher rapidamente essas lacunas.

Pobre geração de mulheres. Conseguiram convencê-las de que é bonito ser feio. De que é cool ser depravada. E de que essa história de família não passa de conversa fiada pra oprimir.

E esse é bem o discurso do movimento ‘pró-mulher’ mais anti-mulher da humanidade. Que ao fazer do ‘machismo’ o demônio de todas as mulheres, conseguiu convencê-las que não havia valor na delicadeza com a qual Deus a havia criado. O movimento que conseguiu convencer as mulheres de que liberdade e felicidade só seriam conseguidas através da completa libertinagem. O movimento que conseguiu convencer as mulheres de que a família era uma invenção que visava seu mal e de que a sua condição biológica (maternidade) era um grande empecilho para a sua plena realização e competição no mundo.

Jogaram a mulher contra ela mesma. Elas viraram suas maiores inimigas quando decidiram se expor, se entregar e se deixar usar indiscriminadamente. Viraram suas maiores inimigas quando negaram a si mesmas o acolhimento e a companhia de uma relação familiar saudável. Viraram suas maiores inimigas quando negaram a si mesmas o prazer e o vínculo da maternidade. Terminarão suas vidas usadas, mal-amadas e sozinhas.

E o que é ser bela?

Bela é o adjetivo da pessoa agradável, que desperta admiração ou prazer.

Ser bela é presentear o mundo com nossa existência e não tem nada a ver com ser oprimida pela ditadura da beleza (1,70 de altura, 60 kg, loira, olhos claros). Beleza vai além da aparência exterior. Essa é uma sabedoria já registrada nos ditados populares. A beleza tem a ver com um conjunto em que as qualidades de espírito influenciam diretamente sobre as qualidades físicas. Beleza vem de dentro e é a capacidade de ser agradável e de dar prazer aos que estão ao nosso redor através daquilo que somos – nossa personalidade.

As mulheres desistiram de ser belas e se contentaram em ser podres e desagradáveis versões femininas de sepulcros caiados cobertos por uma espessa camada de base translúcida da MAC e 300 baforadas de 212 Sexy. Desculpe-me, mas isso não é beleza.

O mundo precisa de mais mulheres belas de verdade. Pessoas (homens e mulheres) agradáveis, que despertam a admiração, que dão prazer em conviver. Ninguém em sã consciência se oporia a isso.

O que é ser recatada?

Recatada é o adjetivo da pessoa discreta, decente, modesta, reservada. É a qualidade de quem tem pureza, honestidade, pudor. Ser recatada é cuidar de si mesmo. É guardar-se, preservar-se. É valorizar sua dignidade, dignidade concedida por Deus ao criá-la à Sua imagem e semelhança.

Ao permitir ser usada e abusada indiscriminadamente em nome de uma liberdade fajuta, a mulher concedeu voluntariamente o direito de ser machucada, tratada indignamente, desvalorizada. Se a mulher soubesse o bem que faz a ela mesma ao se resguardar, jamais desprezaria o cuidado consigo mesma e a preservação da sua pureza.

O que é ser do lar?

Do lar é o adjetivo daquela cuja atividade é cuidar do bem-estar da família. É amar e dedicar-se prioritariamente ao que é mais propriamente seu – sangue do seu sangue, carne da sua carne. É valorizar o núcleo mais básico da sociedade e entender a função social de quem tem o cuidado de uma família nas suas mãos. É entender que o sucesso em qualquer outra atividade não compensa o fracasso dentro de casa. Que os sentimentos genuínos de alegria, amor e satisfação não podem ser substituídos por status, dinheiro, poder. E que colocar o lar como prioridade não significa ser intelectualmente limitada, emocionalmente dependente ou produtivamente desambicionada.

As futuras gerações são entregues à própria sorte à medida em que as mulheres negam sua importância no lar. Gerações terceirizadas, concebidas em laboratório, educadas por empresas, programadas por estranhos. Uma tragédia anunciada para a sociedade.

E o que a Bíblia diz?

Por ‘ironia do destino’, os adjetivos ‘bela’, ‘recatada’ e ‘do lar’ são exatamente os adjetivos recorrentes nas Escrituras quando se trata de feminilidade. Para longe de valores machistas, estes são valores Bíblicos.


"A beleza de vocês não deve estar nos enfeites exteriores, como cabelos trançados e joias de ouro ou roupas finas. Pelo contrário, esteja no ser interior, que não perece, beleza demonstrada num espírito dócil e tranquilo, o que é de grande valor para Deus."
1 Pedro 3:3,4


"Como anel de ouro em focinho de porco, assim é a mulher bonita, mas indiscreta."
Provérbios 11:22


"As mulheres mais jovens a amarem seus maridos e seus filhos, a serem prudentes e puras, a estarem ocupadas em casa, e a serem bondosas e sujeitas a seus próprios maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja difamada."
Tito 2:4,5


E caso você faça parte do grupo que pensa que a Bíblia é um livro machista que visa e perpetua o mal contra as mulheres, convido-a a arrazoar com franqueza quais valores realmente beneficiam a mulher.

Beleza, recato e domesticidade não são valores opressores, limitadores e discriminatórios. Pelo contrário, são valores que visam o bem maior da mulher, que reconhecem seu valor e seu papel fundamental no seio sociedade.

Por mais mulheres belas, recatadas e do lar!
As mulheres precisam disso e a sociedade agradece

Deus me ajude a cada dia a ser um pouquinho mais de cada,
Renata Veras

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Mulheres 'indignas' de fazerem parte do plano de Deus



Mulheres "indignas" escolhidas para fazer parte do plano de Deus.

"Irmãos, pensem no que vocês eram quando foram chamados. Poucos eram sábios segundo os padrões humanos; poucos eram poderosos; poucos eram de nobre nascimento. Mas Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios, e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes. Ele escolheu as coisas insignificantes do mundo, as desprezadas e as que nada são, para reduzir a nada as que são, para que ninguém se vanglorie diante dele. É, porém, por iniciativa dele que vocês estão em Cristo Jesus, o qual se tornou sabedoria de Deus para nós, isto é, justiça, santidade e redenção, para que, como está escrito: "Quem se gloriar, glorie-se no Senhor".
I Coríntios 1:26-31


Se você é uma 'Mulher em Apuros' como eu, vez por outra se pega desanimada, olhando para você mesma e se achando indigna, desqualificada e completamente incapaz de fazer parte de qualquer coisa grande e importante para Deus. Pois te convido pra meditar por alguns minutos junto comigo e ouvir o que Deus tem pra falar ao meu e ao seu coração.

Na genealogia de Jesus Cristo em Mateus capítulo 1 encontramos pelo menos quatro mulheres escolhidas para cumprir os propósitos de Deus. Mulheres que poderia ser consideradas 'indígnas' do mais breve comentário, mas que fazem parte da genealogia do próprio Filho de Deus. São elas Tamar, Raabe, Bate-Seba e Rute.
Raabe e Rute nem ao menos eram judias, não faziam parte do povo escolhido de Deus, não eram herdeiras das promessas, não haviam sido criadas e educadas nos preceitos do Senhor. Rute podia até ser uma mulher honrada e de bem, mas havia algo que podia manchar sua reputação ou torná-la desaprovada - o fato de ser moabita, um povo que teve sua origem no pecado do incesto. A situação de Raabe era particularmente pior. Esta havia sido uma prostituta, classe considerada a escória da sociedade. E sobre Tamar e Bate-seba? Ambas eram mulheres que também tinham suas histórias manchadas por pecados sexuais.

O fato é que Deus escolheu mulheres comuns, pecadoras como eu e você, para realizar seus planos e cumprir seus propósitos. Ele não escolheu super-mulheres ou mulheres imaculadas, mas mulheres reais como eu e você. Mulheres que nós mesmas consideraríamos indignas ou desqualificadas para participar de algo grande e importante.

Deus age assim, escolhe as coisas humildes e insignificantes para que a glória dos resultados seja totalmente dEle. Deus não divide Sua glória com ninguém.

Ao olhar para si mesma e querer desanimar lembre-se que Deus usa os fracos e humildes. Lembre-se também que o poder se aperfeiçoa na fraqueza e que reconhecer suas limitações é um bom começo para viver na dependência constante de Deus. Temos a tendência de olhar para nós mesmas. Olhemos para Cristo e sejamos gratas a Ele por nos ter escolhido, redimido e por querer nos usar - apesar de nós mesmas. Deus inclui todos a quem Ele deseja e a quem Ele escolhe em seu plano redentor. E sua escolha não se baseia em sexo, raça ou mérito pessoal, mas unicamente em Sua vontade soberana, em Sua graça e em Sua misericórdia.

Pai, obrigada por incluir nos Teus planos mulheres normais, simples, pecadoras como eu. Obrigada por me salvar e por me permitir fazer parte de algo tão grande e importante que é o Teu Reino. Me use, dependo inteiramente de Ti, amém.

Um abraço,
Renata Veras

Publicado originalmente em 28/09/2014, 20:40h.